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26/09/2011
Ouvintes brasileiros realizam encontro em homenagem ao 70º aniversário de fundação da CRI



Foi realizado nessa segunda-feira (26) na cidade brasileira de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, um encontro de ouvintes para a Fundação do Clube de Ouvintes do Departamento de Português da CRI. Na ocasião também foi celebrada uma Homenagem à Rádio Internacional da China, pelos 70 anos de transmissão em ondas curtas.

O evento foi organizado espontaneamente por um grupo de ouvintes do departamento de português, que queriam parabenizar à emissora pela passagem do 70º aniversário de fundação da CRI e expressar seu apoio à rádio.



Os brasileiros presentes no encontro afirmaram que o conteúdo da programação da CRI é muito atraente e que um elo de amizade profunda foi criado com os contatos intensos mantidos entre a rádio e os ouvintes. A maioria dos participantes do encontro são amadores de ondas curtas. Eles disseram que, apesar da longa distância entres os dois países, o sinal de ondas curtas da CRI é muito claro e de alta qualidade, razão pela qual continuam ouvindo o programa do departamento de português da CRI ao longo de muitos anos. Com o desenvolvimento dos meios de transmissão da emissora, os ouvintes vão continuar acompanhando de perto os programas na internet e em outras novas plataformas.

O primeiro correspondente da CRI no Brasil, Zhao Hengzhi, participou do evento e entregou lembranças para os representantes dos ouvintes.

 

Fonte: Site do Departamento em Português da Rádio Internacional da China
 



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15/09/2011
Polícia suspeita que políticos encomendaram morte de radialista

O radialista brasileiro Vanderlei Canuto Leandro, 33, assassinado no início deste mês em Tabatinga (AM), na fronteira com a Colômbia e com o Peru, pode ter sido vítima de um crime encomendado por políticos locais, segundo a Polícia Civil do Amazonas.

Sem citar nomes, o delegado Jaime da Silva Ferreira disse à Folha nesta quinta-feira (15) que pessoas "ligadas ao Executivo e ao Legislativo municipais" são investigadas por serem "supostos mandantes" do assassinato.

Leandro, que também era presidente do sindicato dos mototaxistas, foi morto na noite do dia 1º de setembro com oito tiros disparados por dois homens, que fugiram em uma motocicleta.

O radialista vinha denunciado em seu programa "Sinal Verde" suspeitas de corrupção envolvendo a administração do prefeito de Tabatinga, Saul Nunes Bemerguy (PR).

Além de se manifestar contra o prefeito no programa, transmitido pela rádio Fronteira, da cidade peruana de Santa Rosa (vizinha a Tabatinga), o radialista também fez denúncias contra Bemerguy no Ministério Público do Amazonas, no Ministério Público Federal e na Polícia Federal.

Segundo a PF, o prefeito também registrou ocorrência afirmando que o radialista organizava um protesto para incitar a população contra ele. Como o caso não era da esfera federal, a PF não abriu investigação.

O crime provocou comoção em Tabatinga. A Polícia Civil, que só tem uma equipe de quatro investigadores, diz que não tem pistas dos autores dos disparos.

Segundo o delegado Ferreira, devido ao indício de envolvimento de pessoas do Executivo municipal, o inquérito policial --que tem mais 15 dias para ser concluído-- deverá ser enviado ao Tribunal de Justiça do Amazonas em razão de foro privilegiado.

"Uma vez que existe o indício de pessoa do Executivo, o inquérito será submetido ao TJ", afirmou.

REAÇÃO

A morte de Canuto provocou reação de organizações internacionais que combatem a violência contra jornalistas. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas cobrou das autoridades brasileiras "exaustiva apuração do caso".

A entidade Repórteres Sem Fronteiras fez referências às denúncias que o radialista fazia contra o prefeito. "A pressão política, tradicionalmente forte nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, é muitas vezes sinônimo de lentidão, ou mesmo de impunidade, em casos desse gênero", disse.

A reportagem não localizou o prefeito Saul Bemerguy para falar sobre o caso. Em entrevista à imprensa local, ele negou envolvimento na morte do radialista.
 


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01/09/2011
Ouvinte brasileiro organiza encontro para celebrar 70 anos da CRI

João Pessoa -  O Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, capital do estado brasileiro da Paraíba, abre suas portas no dia 26 de setembro para um encontro comemorativo aos 70 anos da Rádio Internacional da China (CRI).

O idealizador e executor do projeto é o ouvinte Leonaldo Ferreira, jovem "dexista" paraibano, que conta ainda com o apoio da Associação DX do Brasil, com sede em Santa Rita, também na Paraíba.

Durante o encontro de um dia, os visitantes poderão apreciar materiais que contam um pouco dos 70 anos de história da CRI e das contribuições da emissora chinesa ao mundo. Os presentes serão agraciados com brindes enviados pela rádio.

Além de um palco para troca de ideias e experiências entre ouvintes da CRI, o evento é uma boa oportunidade àqueles que querem conhecer o trabalho da rádio chinesa. O encontro será prestigiado pelo correspondente da CRI no Brasil, Luis Zhao, e por outros parceiros.

Objetivo:
Homenagem à Rádio Internacional da China pelos 70 anos de transmissões internacionais.
Início: 10h
Término: 16h

Programação:
Mostra de material sobre a rádio para ouvintes do Brasil, em especial da Paraíba.
Distribuição de brindes do CRiPor e sorteio de um rádio de ondas curtas.

Participantes:
Duzentas pessoas, que devem se credenciar antes do evento.

Local:
Mezanino II
Espaço Cultural José Lins do Rego
Rua Abdias Gomes de Almeida, 800, João Pessoa - PB

Data:
26/09/2011

Contatos:
(83) 3263 1228
(83) 9305 6322
 


11/08/2011
Projeto que flexibiliza A Voz do Brasil deve ser votado na próxima quarta

O projeto de lei que autoriza as rádios a transmitir o programa A Voz do Brasil entre 19h e 22h deve ser apreciado no próximo dia 17, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A proposta estava na pauta da comissão desta quarta-feira (10). Entretanto, um pedido de vistas do deputado João Paulo Lima (PT/PE) adiou a votação do projeto, já aprovado pelo Senado.

Para entrar em vigor, o PL 595/03 deve ser aprovado na CCJ antes de ir a plenário e a sanção da presidente Dilma Rousseff.

A proposta foi apresentada pela primeira vez em 2003 e já tramitou em cinco comissões da Câmara e do Senado. De acordo com o texto, o programa pode começar entre 19h e 22h. As emissoras públicas, no entanto, continuam a veicular às 19h.

O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, acredita que o projeto será aprovado ainda neste ano. “A proposta é debatida no Congresso há quase uma década. Hoje, a discussão sobre a proposta de flexibilização atingiu um nível de maturidade satisfatório, com apoio de parlamentares de todos os partidos”, afirma.

Confira a opinião de parlamentares sobre o projeto:

- “O partido tem compromisso com a flexibilização. É preciso mudar para não interromper a programação”. Manuela D’Ávila (PC do B / RS)

- “Será uma das minhas prioridades e, tenho certeza, da Câmara dos Deputados também. A flexibilização do programa é importante para que a informação chegue a todos na hora que precisa chegar”, Mendes Ribeiro (PMDB/RS), líder do governo no Congresso

- “As emissoras terão mais opção de adequar suas grades. Além disso, a população terá alternativas para escolher o melhor horário para ouvir o programa”, José Rocha (PR/BA)

- “A solução encontrada atende a preocupação daqueles que defendem a veiculação do programa em horário de grande audiência. Por outro lado, as emissoras poderão adequar a veiculação do programa à sua grade de programação.” Paulo Pimenta (PT/RS)

- “Sou totalmente a favor da flexibilização do horário da Voz do Brasil. Trabalhei muito para a aprovação do projeto na Câmara. As rádios precisam ter a liberdade para veicular o programa no horário que lhes for mais adequado.” Paulo Roberto Mansur (PP/SP)

- “É um avanço para a comunicação no Brasil, porque não estaremos deixando de irradiar o programa. Não haverá prejuízo algum. Ao contrário. Só existe ganho para o ouvinte, para o rádio e para a democracia no país.” Sandro Alex (PPS /PR)

Imagem: Ministério das Comunicações

Assessoria de Comunicação da Abert
 


10/08/2011
Deputados questionam competência da Anatel em fiscalizar radiodifusão

Hidekazu Takayama (PSC/PR)Em debate na Câmara nesta terça-feira (9), deputados questionaram a ampliação do convênio entre a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Ministério das Comunicações para fiscalizar as emissoras de rádio e TV. De acordo com o novo convênio, a agência, além de fiscalizar as emissoras, verifica o cumprimento de obrigações em relação à programação e também abre processos nos casos de infrações.

Atualmente, a Anatel fiscaliza, por exemplo, o cumprimento de percentuais de notícias, de propaganda e o horário obrigatório de veiculação da Voz do Brasil. Com a ampliação do convênio, a Anatel também pode instruir processos contra a empresa infratora, o que antes era feito pelo Ministério. Agora, o ministério vai passar a receber o processo pronto e decidir se aplica ou não a punição.

Para o deputado Hidekazu Takayama (PSC/PR), a Anatel não tem competência para fiscalizar a radiodifusão. Ele acredita que a Lei Geral de Telecomunicações é clara ao diferenciar a atribuição da Anatel para fiscalizar o setor de telecomunicações e a do Ministério para cuidar da radiodifusão.

Takayama criticou ainda o desaparelhamento das delegacias regionais do Ministério. “A Anatel não tem competência nem preparo técnico para fiscalizar a radiodifusão. Acabaram com as delegacias regionais e foi um erro”, disse. Ele listou ainda uma série de casos que considerou abuso dos fiscais da Anatel em multar emissoras, o que comprovaria, na sua avaliação, a falta de preparo técnico da agência para fiscalizar a radiodifusão.

Edilson Ribeiro dos Santos, superintendente de Radiofrequência e Fiscalização da Anatel, afirmou que os dois órgãos decidiram ampliar as atribuições da Anatel porque a agência tem uma estrutura melhor de pessoal para exercer essa função. O consultor jurídico do Ministério, Rodrigo Zerbone, justificou que o poder decisório continua com o Minicom e que qualquer fiscalização referente ao uso do espectro deve ser pela agência.

Na opinião da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a Anatel cumpre mal o seu papel de fiscalizar as companhias de telecomunicações e, por isso, não deve ter suas atribuições ampliadas. A Agência não consegue fiscalizar, por exemplo, todas as fontes de radiação eletromagnética, como antenas de celulares, questionou a deputada.

O deputado José Rocha (PR/BA) e a deputada Antônia Lúcia (PSC/AC) criticaram as altas multas cobradas a pequenas emissoras. Por outro lado, o Ministério não consegue responder os processos da radiodifusão, ressaltaram.

Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

Assessoria de Comunicação da Abert com informações da Agência Câmara
 


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Deputado Arolde Oliveira (DEM/RJ)28/07/2011
Deputado defende uso da sigla FM apenas para as emissoras comerciais

O deputado Arolde Oliveira (DEM-RJ) apoia Projeto de Lei do Senado 490/11, que proíbe o uso da sigla FM no nome fantasia ou na razão social de emissoras de radiodifusão comunitária. De acordo com ele, a proposta é “justa” porque o serviço prestado por elas difere do caráter das comerciais, embora a transmissão seja feita também em Frequencia Modulada. Além disso, as emissoras comerciais pagam pelas concessões, pondera o deputado. “O uso de FM é uma marca consolidada e consagrada para as emissoras de FM comerciais. No momento em que você usa a sigla na radiodifusão comunitária, gera confusão para o ouvinte”, afirma.

Oliveira critica ainda a falta de fiscalização de rádios comunitárias que, em geral, aumentam irregularmente a potência de sinal e exploram propaganda comercial. “A situação das rádios comunitárias no Brasil está totalmente solta e desorganizada. Não há fiscalização por parte do Ministério das Comunicações nem da Anatel, é uma bagunça mesmo”, diz.

Assessoria de Comunicação da Abert

 


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22/07/2011
Ivan Lessa: Violento ataque à BBC

Ivan Lessa, colunista da BBC BrasilCom uma porção extra de espuma para barba como único resultado positivo de seu depoimento perante a comissão de inquérito parlamentar, o magnata Rupert Murdoch ainda teve a satisfação de ver as ações de seu império subirem de cotação no mercado acionário.
Sobrou mesmo foi para políiticos e policiais britânicos. A lenha continua e continuará.
Um tabloide a menos, outros vestindo jubilosos camisas 3. E toca a faturar.
Murdoch já retornou à sua terra adotiva, os Estados Unidos, e continuará seu caminho de paz e amor, ou, a bem dizer, seu caminho de brigas e desamores.
Uma das pinimbas do ex-antípoda magnata sempre foi e continuará a ser a BBC. Deu chance, abriu brecha e seu império de mídia impressa e eletrônica se volta contra a Beeb, como é conhecida afetuosamente na intimidade e, se der jeito, com uma boa dose de ironia na implicante desintimidade.
Como saiu em outro tabloide, o Daily Mail, tido como classe média, ou misto-quente, nem tanto pra baixo nem muito pra cima, a nota em que catei os dados que irei enumerar ganharia, no mínimo, um tom mais cafajeste e alarmante em qualquer outro veículo murdochiano daqui, a saber, Sun, Times e SundayTimes.
Com 37 anos ao todo de BBC, enfileiro os dados com uma ponta de prazer. Uma ponta apenas. Humano sou.
Afinal, foi outro dia mesmo, no 14 de julho (alguma influência da revolução francesa?), que o sindicato nacional de jornalistas (o NUJ, National Union of Journalists) decretou uma greve de 24 horas destinada a interromper as transmissões televisivas e radiofônicas da BBC e já deu a data da próxima, 29 de julho.
Tudo devido à demissão involuntária de um bom número de funcionários – aqui polidamente chamada de redundancy – inclusive por estas bandas do Serviço Mundial.
Ao todo, dependendo da fonte, contanto que não seja o News of the World, 387 dispensas, que é uma palavrinha mais simpática que demissão. Para não citar mais um importante fator na medida dita drástica: o alto salário dos executivos da BBC, segundo o sindicato.
A manchete do já referido Daily Mail era simples e direta e eu traduzo com isenção: “BBC paga a atores 1 milhão de libras para mostrar aos chefes como lidar com funcionários rebeldes”.
Ou seja, em dinheiro de dívida do governo de Barack Obama, 1 milhão e 600 mil dólares.
A agenda foi transformada em pequenas pecinhas que serviam de inspiração para a classe patronal lidar e dar um jeito – sem maiores violências, claro – na classe jornalística.
Os opúsculos teatrais didáticos foram encenados na Academia da BBC no decorrer dos últimos 5 anos. Cá entre nós, musical do insuportável Andrew Lloyd-Webber custa muito mais caro e duvide-o-dó que tenha texto melhor.
Um porta-voz do sindicato que aderiu à greve, algo irritado, ponderou: “Há muita gente nas diversas equipes genuínas de trabalho já irritadas com a situação. Não há nenhuma necessidade de atores.” Parecia Samuel Beckett sileciando sobre uma de suas peças.
Eu aí discordo.
Jornalista é jornalista, ator é ator. Um não se mete com o metiê do outro. Mas isso é uma opinião pessoal e só contaria ponto se eu fosse o Hugh Grant, que andou dando uma de jornalista, e bom, numa hora vaga de sua vida ora não tão atarefada quanto já foi.
O título das pecinhas, que aliás não têm o nome de seu autor ou autores divulgados, não são bem um chamariz com a instigante sonoridade de “Amor a Quanto Obrigas”, “Cupido é Moleque Teimoso”, “Amar Foi Minha Ruína”ou, indo mais longe, “Escravas do Desejo”.
Mas, justiça seja feita, dão a pala do que está sendo tratado: “Conversações Corajosas”, “Dirigindo Seu Apresentador” e “Treinamento Para a Diversidade”.
Todos esses títulos foram obtidos e divulgados graças à lei existente da liberdade de informação, portanto ninguém teve que ser grampeado, político imprensado ou policial subornado. Coisa rara nesses dias.
Parabéns, Daily Mail, vai por aí que você vai bem.

Fonte: BBC Brasil
 


20/07/2011
Câmara vai debater transferência da fiscalização da radiodifusão para a Anatel

Deputado José Rocha (PR-BA)A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realiza no próximo dia 8 audiência pública para discutir a transferência da fiscalização de radiodifusão do Ministério das Comunicações para a Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações).

Convênio assinado em junho transfere para a autarquia a responsabilidade da fiscalização técnica do setor. A Anatel passou a atuar em todas as instâncias da fiscalização: técnica e de conteúdo. Vai fiscalizar o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos no contrato de concessão, como uso irregular do espectro de freqüência.

A autarquia também vai inspecionar se as emissoras cumprem requisitos estabelecidos em normas com relação ao conteúdo, como transmissão da Voz do Brasil, prefixos, boletins noticiosos e veiculação de propaganda.

Foram convidados para a audiência, o consultor jurídico do ministério, Rodrigo Zerbone Loureiro, e o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Minassian.

A justificativa do ministério para a mudança é que a Anatel tem estrutura mais adequada para fazer o trabalho. Um dos autores do requerimento para a realização da audiência pública, o deputado José Rocha (PR-BA), acredita que a agência tem estrutura melhor e pode dar mais agilidade à fiscalização."Eles são muito lentos. O ministério não tem uma estrutura que possa fiscalizar esse serviço no Brasil inteiro”, diz.

Para o diretor-geral da Abert, Luís Roberto Antonik, a iniciativa é positiva. No entanto, ele acredita que o ideal seria manter a fiscalização com o Ministério das Comunicações porque a Anatel não é especializada no setor.

“A Anatel é voltada para as telecomunicações, embora ela também seja responsável pelas questões relativas às freqüências”, afirma Antonik. “Esta decisão não pode ser uma ação isolada, deve estar acompanhada do aparelhamento técnico, informático e, sobretudo, de pessoal do Ministério das Comunicações”, afirma o diretor.

Foto: Agência Câmara

Assessoria de Comunicação da Abert
 


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05/07/2011
Instalada subcomissão na Câmara para discutir padrão de rádio digital

Deputado Manuel Junior (PMDB/PB)A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados instalou na terça-feira (5) uma subcomissão para acompanhar as discussões sobre a escolha do padrão de rádio digital a ser adotado no Brasil. Os deputados Manoel Júnior (PMDB-PB) e Sandro Alex (PPS-PR) foram eleitos presidente e relator da subcomissão, respectivamente.

Duas tecnologias para rádio digital, a norte-americana HD Radio e a européia DRM, são avaliadas pelo Ministério das Comunicações (Minicom), que abriu consulta pública para realizar testes dos modelos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A criação da subcomissão foi sugerida pelo deputado Sandro Alex (PPS-PR). Segundo ele, o grupo vai debater as diferenças entre os dois sistemas, analisar dificuldades técnicas e conhecer as possibilidades de se criar uma tecnologia nacional com base nos sistemas.

Assessoria de Comunicação da Abert
 


04/07/2011
Deputados criam grupo para discutir padrões de rádio digital

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados vai instalar nesta terça-feira (5) uma subcomissão para acompanhar as discussões sobre a escolha do padrão de rádio digital a ser adotado no Brasil. Duas tecnologias, a norte-americana HD Radio e a europeia DRM são avaliadas pelo Ministério das Comunicações (Minicom), que abriu consulta pública para realizar testes dos modelos em Brasília,São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A criação da subcomissão foi sugerida pelo deputado Sandro Alex (PPS-PR). Segundo ele, o grupo vai debater as diferenças entre os dois sistemas, analisar dificuldades técnicas e conhecer as possibilidades de se criar uma tecnologia nacional com base nos sistemas.

“O padrão de rádio europeu vem sendo desenvolvido em sistema aberto e livre, criado e desenvolvido por um consórcio formado por empresas e emissoras interessadas na digitalização do rádio. Já o padrão americano é um sistema fechado e proprietário, o que traz inconveniente aos radiodifusores que teriam de desembolsar royalties pelo uso e exploração do sistema”, comenta Sandro Alex.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o modelo a ser escolhido deve operar com eficiência as modalidades de serviço em Onda Média (OM) e em Frequência Modulada (FM). Depois da fase de testes, haverá negociações com fabricantes de equipamentos e debates internacionais para a implementação do sistema no país.

Para a realização dos testes, o MiniCom vai contar com parceria da Anatel e do Inmetro.
 


30/06/2011
Abert defende uso de faixa de VHF para digitalização do rádio AM

Reunião Câmara de Rádio e presidentes de entidades estaduaisA Câmara de Rádio da Abert e presidentes de entidades estaduais de rádio e de televisão decidiram apoiar a destinação da faixa de VHF, compreendida entre 76 MHz e 88 MHz, para permitir a digitalização do rádio AM no país. A decisão foi tomada em reunião nesta quarta-feira (29), em Brasília.

A proposta é que esta faixa de freqüência, hoje ocupada pelos canais 5 e 6 de televisão, sirva às rádios AM para que operem na extensão da faixa de FM. Esses canais deverão estar disponíveis em 2016, com a conclusão do processo de digitalização da TV.

Estudo da Anatel mostra que a proposta de migração é tecnicamente viável.

Na prática, cada emissora de rádio AM receberá um canal na nova faixa de FM, que seria estendida para abrigar todos os canais AM. De acordo com o presidente da Abert, Emanuel Carneiro, este é o melhor caminho para o rádio brasileiro. “A redistribuição das emissoras AM na nova faixa garantirá a melhoria da qualidade necessária a este segmento e facilitará a transição para o padrão digital”.

Segundo o presidente, no futuro, o Ministério das Comunicações deverá definir os critérios de digitalização do rádio para permitir a migração das emissoras, conforme características econômicas e técnicas.
 


17/06/2011
Governo holandês anuncia cortes na Rádio Nederland Wereldomroep

Sede da Rádio Nederland em HilversumO gabinete holandês anunciou hoje seus planos para cortar as atividades da Radio Nederland Wereldomroep. O serviço internacional em língua holandesa não informará mais a holandeses que vivem no exterior nem será responsável por transmitir uma visão realista da Holanda para o resto do mundo.

A Radio Nederland irá se concentrar apenas em fornecer informação a países onde a liberdade de imprensa e de expressão são suprimidas ou estão ameaçadas.

Os cortes na RNW são parte de um vasto programa de austeridade que o atual governo está implementando para equilibrar o orçamento nacional. Na esteira de cortes nas áreas de educação superior, cultura e defesa, o governo anunciou nesta sexta-feira a reorganização de todo o sistema público de telecomunicação.

Como parte desta reorganização, a Radio Nederland não estará mais no orçamento de mídia, mas ficará sob responsabilidade do Ministério de Relações Exteriores. Esta mudança ocorrerá a partir de 1 de janeiro de 2013.

O ministro de Relações Exteriores, Uri Rosenthal, confirmou que o foco para a RNW será a liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

“No Ministério de Relações Exteriores, a Radio Nederland vai ocupar-se, a partir de 2013, da palavra livre. E não direi mais nada a respeito no momento”, comentou o ministro.

Rosenthal explicou que, uma vez que a RNW ainda fará parte do orçamento de mídia no próximo ano, ele não quer interferir com determinações de outro ministério.

Durante a coletiva de imprensa após a reunião de gabinete, o primeiro-ministro Mark Rutte fez o seguinte comentário sobre o trabalho feito pela Radio Nederland Wereldomroep:

“A Wereldomroep irá se limitar a uma missão: a disseminação da palavra livre... Acho outras funções da Radio Nederland bonitas, valorosas, mas não o suficiente para serem financiadas com dinheiro público.”

As exatas consequências financeiras desta limitação nas atividades da Radio Nederland ainda não foram divulgadas. Não foi dado nenhum detalhe sobre os futuros cortes no orçamento. O parlamento holandês ainda terá que aprovar os planos de corte do gabinete. O debate sobre o tema na Câmara Baixa acontece daqui a duas semanas.

Cortes em outras rádios internacionais

BBC: cortes de 25% na equipe. Excluiu 5 de seus 32 idiomas.

Radio France International: cortes de 25% na equipe. Diminuiu de 17 para 11 idiomas.

Deutsche Welle: está eliminando aos poucos os serviços de ondas curtas e médias, e reduzindo a programação para
alemães no exterior.

Voice of America: está redimensionando as transmissões em chinês.

Radio Australia: está mudando seu foco para a internet.
 


16/06/2011
Convênio entre Anatel e Minicom é positivo, avalia Antonik

O diretor-geral da Abert, Luís Roberto AntonikO diretor-geral da Abert, Luís Roberto Antonik, considera positiva a decisão do governo de devolver à Anatel a competência para fiscalizar aspectos técnicos da radiodifusão. Para ele, a mudança vai desafogar os quadros do Ministério das Comunicações e agilizar a análise de processos que estão parados há anos no órgão.

“Ao longo do tempo o Ministério sofreu um processo de esvaziamento e foi perdendo a capacidade de órgão regulador”, afirma Antonik. “É uma necessidade premente que o Ministério recupere a capacidade de processar os pedidos dos radiodifusores”, diz.

O convênio que transfere para a autarquia a responsabilidade da fiscalização técnica do setor foi aprovado na última quinta-feira (9) pelo Conselho Diretor da agência. A partir de agora, a Anatel atuará em todas as instâncias da fiscalização: técnica e de conteúdo. Vai inspecionar as empresas que não atenderem aos critérios técnicos estabelecidos no contrato de concessão, como uso irregular do espectro de freqüência. A autarquia também vai fiscalizar se as emissoras cumprem requisitos estabelecidos em normas com relação ao conteúdo, como transmissão da Voz do Brasil, prefixos, boletins noticiosos e veiculação de propaganda.

A justificativa para a mudança é que a Anatel tem estrutura mais adequada para fazer o trabalho. Agora, as delegacias regionais do Ministério, por exemplo, poderão ter outras atribuições, como processar documentação para a emissão de outorgas de radiodifusão, aprovar locais e equipamentos, entre outros.

Antonik justifica que a lentidão na análise dos processos é prejudicial não só para os radiodifusores, mas para o próprio órgão regulador e para sociedade. Se os processos não forem analisados e aprovados de forma célere, uma rádio ou uma TV podem ser autuadas porque as características técnicas da empresa não correspondem ao que lhe foi autorizado inicialmente, de acordo com o cadastro do Ministério. Por outro lado, o pedido do radiodifusor que solicita a modificação - agora objeto da autuação - destas características técnicas, está parado há anos no órgão”, exemplifica.

Quanto ao cumprimento de normas relacionadas a conteúdo, como cotas de comerciais, a agência irá apenas notificar os veículos de comunicação, que apresentarão defesa ao Ministério das Comunicações. As sanções, no entanto, continuam a ser analisadas e aplicadas pelo Ministério.

Para Antonik, a fiscalização do setor vai melhorar o sistema como um todo. "A fiscalização é de extrema importância, pois a falta dela gera um efeito danoso para o próprio setor, declara. “Faz com que aqueles que praticam ‘a má radiodifusão’ se tornem mais ousados”, critica. “Por outro lado, esta não pode ser uma ação isolada, deve estar acompanhada do aparelhamento técnico, informático e, sobretudo, de pessoal do Ministério”, afirma o diretor.

Até 2006, a Anatel tinha a atribuição de analisar todos os processos do setor. Mas, o conselho diretor da agência decidiu naquele ano que o assunto deveria ficar a cargo do Ministério das Comunicações. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2009, entretanto, entendeu que a Anatel é responsável pela fiscalização técnica do setor. A ordem está prevista na Lei Geral de Telecomunicações.
 


15/06/2011
CCT do Senado aprova 22 novas concessões de rádio e TV

CCTC do SenadoA Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), 22 concessões para a exploração de serviços de radiodifusão em diversos estados brasileiros. Os senadores votaram as proposições em caráter terminativo.

As concessões aprovadas abrangem emissoras nas cidades de Alcântara (MA), São Luís (MA), Belágua (MA), Santa Inês (MA), Tefé (AM), Miguel Alves (PI), Paulistana (PI), Caldas Novas (GO), Gameleira de Goiás (GO), Santa Rita do Novo Destino (GO), Araguapaz (GO), Terezópolis de Goiás (GO), Itabira (MG), Itamonte (MG), Manhaçu (MG), Rio Branco (AC), Porto Alegre (RS), Bom Jesus da Lapa (BA), João Pessoa (PB), Vitória (ES) e Nova Friburgo (RJ).

Os relatores dos projetos foram escolhidos antes da aprovação do Ato Normativo nº 1, que impede que projetos de outorga e renovação de concessão sejam relatados por senador eleito pelo mesmo estado na qual a emissora funcionará.

O presidente da CCT, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) disse que os pareceres oferecidos pelos relatores seguem os princípios da legalidade. “Esses projetos estavam todos distribuídos anteriormente à aprovação do Ato Normativo nº 1, portanto, são absolutamente legítimos os relatórios aqui apresentados”, afirmou.

Em maio, a Comissão aprovou uma série de novas regras para analisar e votar concessões de emissoras de rádio e TV. Entre as mudanças, está a exigência de comprovação de capacidade financeira por parte daqueles que estiverem solicitando a concessão.
 


14/06/2011
MiniCom chama interessados para testar padrões de rádio digital

Padrão DRMO Ministério das Comunicações publicou, nesta terça-feira (14), um chamamento público com o objetivo de promover testes e avaliações em sistemas de rádio digital, conforme metodologia desenvolvida pela Anatel nos padrões IBOC (norte-americano) e DRM (europeu). Os testes vão durar seis meses e os interessados deverão encaminhar manifestações, devidamente fundamentadas, dirigidas ao MiniCom.

Os testes deverão ser feitos com sistemas de rádio digital nas diversas faixas de frequência das respectivas modalidades (OM, OT, OC e FM). Ao final, os resultados serão analisados pelo MiniCom para possível decisão sobre a adoção de um dos dois sistemas pelo país.

Os testes deverão incluir a análise objetiva e subjetiva do áudio; de interferências co-canais e em canais
Padrão IBOC (HD Radio)adjacentes; de recepção do sinal em ambientes outdoor e indoor; de medidas de ruídos na faixa OM, OC, OT e FM; e de indicação do delay existente nos sistemas. Além de soluções para emissoras de baixa potência, com custo reduzido; possibilidade da criação de novos modelos de negócios, como a interatividade e a multiprogramação; transferência de tecnologia para a indústria brasileira de transmissores e receptores; possibilidade da participação de Instituições de Ensino e Pesquisa brasileiras no ajuste e/ou melhoria dos sistemas de acordo com a necessidade brasileira; e análise de custo para implantação de uma emissora digital ou adequação da emissora para transmissão do sinal digital.
 


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10/06/2011
América Latina precisa de um canal com a Holanda
Por Wim A. E. Jansen*
 

Wim Jansen, novo diretor do Departamento latinoamericano de RNTudo parece indicar que o governo holandês pretende reduzir o orçamento da Radio Nederland em muito mais do que era previsto. Trata-se de uma decisão inapropriada e contraproducente. Dolorosa para nosso público na América Latina, mas também para a Holanda.

Aparentemente, a Holanda está se recuperando bem da crise econômica internacional, mas o futuro trará uma série de graves problemas: a idade média dos cidadãos é muito superior à prevista há 20 anos. Devido a isso, em um futuro próximo as aposentadorias não poderão ser pagas, já que um número decrescente de trabalhadores terá que custear o benefício de cada vez mais aposentados. Os gastos com saúde também excedem todas as previsões.

Paralelamente, há vários países membros da União Europeia com sérios problemas. São destinados muitos milhões de euros a Grécia, Portugal e Irlanda. Essas ajudas também beneficiam a Holanda porque, caso esses países quebrem, o euro desaba.

É compreensível que o governo holandês tente cortar custos para poder conservar os serviços sociais de seus cidadãos. Trata-se de um arrocho de bilhões de euros e, naturalmente, a Radio Nederland também tem que contribuir com seu grãozinho de areia.

Há alguns dias, a direção da Radio Nederland apresentou um plano para suspender as atividades jornalísticas em holandês e fechar duas retransmissoras de ondas curtas. Isso significaria o desaparecimento de cem postos de trabalho e uma redução de dez milhões no atual orçamento anual de 46 milhões de euros.

No entanto, segundo uma notícia circulada na imprensa essa semana, o governo holandês reduziria drasticamente o orçamento da Radio Nederland. Não ficaria nem sequer uma quinta parte dos recursos. Isso quer dizer que não apenas a existência do Departamento Latino-Americano está em perigo: aparentemente há quem creia que a Radio Nederland não é mais necessária na América Latina, já que há democracia em todo o continente. Certamente que, como diretor do Departamento Latino-Americano, não compartilho dessa opinião. Muito menos como indivíduo.

Antes de assumir este cargo, em 1º de maio deste ano, percorri a América do Sul e América Central por seis meses em uma van, partindo da Terra do Fogo, na Argentina, até a fronteira entre o México e os Estados Unidos. Durante todo o trajeto, os bate-papos com moradores locais me confirmaram que, em muitas situações, a Radio Nederland faz a diferença. A informação que difundimos é imprescindível para que muitos possam formar a própria opinião. Com essa informação, não apenas se supera um atraso de informação, mas também se reforça a democracia.

Durante essas viagens também ficou claro que, graças às retransmissões de centenas de rádios afiliadas e à página na internet, nossa Radio Nederland é muito conhecida no continente. Os empresários falam entusiasmados sobre o 'portal' para a Europa que lhes oferecemos; políticos e cidadãos estimam o alto grau dos 'valores holandeses' por nós divulgados, como o respeito aos direitos humanos, ao desenvolvimento e ao direito internacional.

Não pode ser mera coincidência que, no ano passado, a Holanda tenha sido o maior investidor na América Latina, ficando apenas atrás dos Estados Unidos e à frente da China e demais países europeus.

Especialmente agora, que o governo holandês decidiu fechar várias embaixadas na América Central e América do Sul, o portal que a Radio Nederland oferece é mais importante do que nunca para a Holanda. Porque a importância econômica do continente latino-americano é grande e só tende a aumentar com o passar dos anos.

* Wim A. E. Jansen é diretor do Departamento Latino-Americano da Radio Nederland
 


08/06/2011
Polícia e Anatel fecham sete rádios piratas em Alagoas

Equipamentos apreendidosA Polícia Federal e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fecharam sete rádios que funcionavam clandestinamente em Maceió e Santana do Ipanema, em Alagoas. Os agentes da ação cumpriram os mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (7). Os documentos foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Maceió.

As emissoras fechadas em Maceió foram Rádio Estúdio FM 103,01 e Rádio 97,1 FM, localizadas no bairro do Clima Bom; Rádio ABA FM 87,9 localizada no Conjunto Joaquim Leão, no Vergel do Lago; Rádio Litoral FM 95,5 e Rádio Mar Azul FM 91,5, ambas na Avenida Siqueira Campos; Rádio Missionária FM 93,5 Mhz, no Conjunto Graciliano Ramos. Já em Santana do Ipanema, foram lacradas a Rádio 104 FM – 104,9 Mhz e a Tropical FM.

O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, elogiou a ação da polícia. “As rádios clandestinas, além de colocarem em risco os serviços de segurança e de proteção de vôos, prejudicam a atividade das rádios legais. Além disso, o espectro radioelétrico é um bem público e deve ser preservado”, disse.

No momento das apreensões, a Rádio 97,1 FM e a Missionária FM 93,5 Mhz estavam em funcionamento. Por isso, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os responsáveis na sede da Polícia Federal em Alagoas. Eles foram liberados após serem ouvidos e terem assumido a responsabilidade de comparecer à Justiça quando convocados. Os demais materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Federal.

O uso não autorizado de radiofreqüência e atividades clandestinas de telecomunicações são crimes previstos na Lei Geral de Telecomunicações. Operações de estações que funcionam sem autorização e interferências devem ser denunciadas à Anatel, responsável pela fiscalização das atividades ilegais do setor.

Denúncias podem ser feitas na Central de Atendimento da Anatel, pelo número de telefone 1331, de segunda à sexta-feira, das 8h às 20h.
 


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01/06/2011
RTP suspende provisoriamente emissões da RDP Internacional na Onda Curta a partir de 1 de junho
 

A RTP decidiu suspender provisoriamente, para avaliação, as emissões da RDP Internacional na Onda Curta, a partir do dia 1 de junho.

Esta decisão teve por base um conjunto de fatores como a diminuição dos ouvintes servidos por esta plataforma de distribuição, os custos acrescidos dos últimos anos e as necessidades de investimentos para melhoria das estações.

Esta situação não inviabiliza a captação das emissões da RDP Internacional pelos ouvintes, uma vez que esta é assegurada através de satélite, cabo, DTH e internet. Encontrando-se desta forma uma alternativa, com menores custos e maior qualidade de emissão, que serve a esmagadora maioria dos ouvintes da RDP Internacional.

A decisão agora tomada pela RTP enquadra-se numa tendência mundial seguida por vários operadores, que têm optado por uma diminuição ou mesmo pelo fim das emissões de Onda Curta.

Assim, após consulta prévia à Anacom, a partir de dia 1 de junho a RTP suspende provisoriamente, para avaliação, as emissões da RDP Internacional na Onda Curta. No final deste período, serão avaliadas as consequências e será tomada uma decisão definitiva.

Esta medida, pelo seu carácter temporário, não representa qualquer alteração ao contrato de Concessão do Serviço Público de Radiodifusão Sonora vigente.



REDE BASE: 6 SATÉLITES
O serviço nestes satélites é de recepção livre (sinal não codificado)
------------------------------
EUROPA
HOTBIRD 8 – (Banda Ku, DIGITAL)

Cobertura: Europa
Posição Orbital: 13º Este
Frequência: 10,723MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
Symbol Rate: 29,900 Ms/s
PID Vídeo: 1003
PID Áudio: 1203
PID Teletexto: 1103
Som RTPi: estéreo
Emissão Rádio:
PID RDPi (estéreo): 1230
PID Antena 1 (mono): 1235
Teletexto: disponível

------------------------------
ÁSIA
ASIASAT 5 – (Banda C, DIGITAL)

Cobertura: Ásia e Oceânia
Posição Orbital: 100.5 Este
Frequência: 4000 MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
S. Rate: 28.125 Ms/s
Som RTPi: Estéreo
Emissão Rádio: RDPi (estéreo) e Antena 1 (mono)
Teletexto: disponível

------------------------------
ÁFRICA
INTELSAT 907 (Banda C, DIGITAL)

Cobertura: África
Posição Orbital: 332,5º Este
Frequência: 3841 MHz (RTPi)
Polarização: RHCP
Symbol Rate: 10850
FEC: 3/4
PID Vídeo RTPi:101
PID Audio RTPi: 201
PID Teletexto RTPi: 301
PID RDPi:413
PID Vídeo RTP África:102
PID Audio RTP África:202
PID Teletexto RTP África:302
PID RDP África:412
PID ANTENA 1:411
Teletexto: disponível
------------------------------
AMÉRICA
INTELSAT 805 – (Banda C, DIGITAL)

Cobertura: Américas
Posição Orbital: 55,5º Oeste / (304,5º Este)
Frequência: 4080 MHz
Polarização: Vertical
FEC: ¾
Symbol Rate: 4,340 Ms/s
PID Video: 103
PID Áudio: 203
PID Rádio RDPi: 413

TELSTAR 14/ESTRELA DO SUL 1 (Banda ku, DIGITAL)

Cobertura: Brasil
Posição: 63 graus Oeste (63o W)
Frequência de Descida: 11.832,00MHz
Polarização: Horizontal
FEC: 2/3
Symbol Rate: 3.200Msps
PID VÍDEO/PCR: 256 (CANAL RTPI)
PID PMT: 257
PID ÁUDIO 1: 258 (CANAL RTPI)
PID ÁUDIO 2: 268 (CANAL RDPI)


Galaxy 19 – (Banda Ku, DIGITAL)

Cobertura: América do Norte, América Central e Hawai
Transponder:20
Posição Orbital: 97º Oeste
Frequência: 12 059,5 MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
Symbol Rate: 22.000 kSymbols/s
SID:1
PMT:1001
PID Vídeo: 2001
PID Áudio: 3001
PID Áudio RDPi Rádio: 4001



Para informações complementares:
Tel.: +351 21 794 76 21 / +351 21 382 02 26
Fax: +351 21 382 00 98

E-mail: gabinete.tecnologias@rtp.pt 

Carta:
RTP - Rádio e Televisão de Portuguesa SA
Direcção de Engenharia e Infraestruturas
Gabinete de Monitorização e Controlo de Espectro
Av. Marechal Gomes da Costa, 37, 1ºA
1849 - 030 Lisboa
 



30/05/2011
MiniCom coloca na internet todos os dados de outorga
Genildo LinsA Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações coloca na internet todos os dados referentes à outorga de radiodifusão no país. A partir de hoje, a população poderá consultar o cadastro de rádios e TVs, comerciais, educativas e comunitárias, e verificar a composição acionária de cada uma, por Estado ou município.
Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo tinha compromisso com as comissões de Ciência, Tecnologia e Telecomunicações da Câmara e do Senado para que se desse conhecimento aos dados de outorgas da radiodifusão. “Com esta divulgação ampla”, destacou Bernardo, “avançamos na transparência e acreditamos que a sociedade poderá nos ajudar na fiscalização do setor”.

O secretário de Comunicação Eletrônica, Genildo Lins, esclarece que vários procedimentos para a concessão de outorga estão sendo revistos. Atualmente, para participar de uma licitação, o interessado deve depositar 1% do valor da outorga, seja de rádio ou de TV. A partir das novas licitações, o valor do pagamento será de 20% e será exigido o pagamento integral da outorga no ato da assinatura do contrato. Atualmente, o licitante paga 50% do valor e o restante é pago um ano depois.

De acordo com Genildo, apenas depois de pago e assinado o contrato, o ato de outorga será encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação dos parlamentares. Caso o Congresso não aprove a outorga, o dinheiro deverá ser devolvido, corrigido pela Selic. Hoje, o processo é inverso: o ato é primeiro encaminhado ao Congresso e só no retorno o ganhador da outorga paga o contrato.

Dados gerais

De acordo com os dados gerais apresentados pela Secretaria de Comunicação Eletrônica, há hoje no Brasil 9.912 emissoras licenciadas para executar serviços de radiodifusão entre comerciais e educativas.

Das comerciais, são 1.484 rádios FM; 66 operando em ondas curtas; 1.582 em ondas médias; 6.186 Retransmissoras de TV; 270 geradoras de TV e 21 outorgas de TV digital.

Das educativas, são 156 rádios e 71 TVs, somando 230 emissoras educativas no país.

http://www.mc.gov.br/radiodifusao/dados-de-outorga é a página com dados sobre outorgas.
 


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24/05/2011
CCTCI aprova a flexibilização do programa A Voz do Brasil

Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e InformáticaA Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara aprovou na última terça-feira, por unanimidade, o projeto que flexibiliza a transmissão do programa a Voz do Brasil (PL 595/03). O texto aprovado é o substitutivo do deputado José Rocha (PR-BA). Pela proposta, as rádios ficam liberadas para transmitir o programa oficial dos três Poderes com início entre 19h e 22h. Hoje, o programa é transmitido obrigatoriamente das 19h às 20h.

O PL será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Plenário da Casa.

No caso das emissoras públicas, mantém-se a obrigatoriedade de início às 19h. Pelo texto, o Poder Executivo poderá autorizar as emissoras a não transmitirem o programa em caso de catástrofes. Além disso, a proposta cria uma exceção para quando estiver acontecendo sessão deliberativa no Legislativo neste horário. Neste caso, será permitido transmitir o programa com a mesma flexibilidade que as emissoras privadas.

Segundo o presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, há mais de sete anos o setor de radiodifusão luta pela flexibilização. “Conseguimos dar um passo importante. A flexibilização aumentará a audiência do programa da Voz do Brasil, ao mesmo tempo que permitirá às emissoras prestarem informações de grande utilidade ao cidadão, por exemplo, sobre trânsito, no final do dia”, afirma o presidente.
 

23/05/2011
Fundador da Family Radio erra data do fim do mundo pela segunda vez

Logo da Family Radio, que entrou para o TT do Twitter por três diasChegamos ao dia 22 de maio de 2011 e constatamos que Harold Camping, 89 anos, fundador da Family Radio, errou pela segunda vez a sua predição do fim do mundo, anunciado mundialmente para o dia 21 de maio de 2011.

A primeira predição de Harold Camping para o fim do mundo foi para o dia 6 de setembro de 1994. No dia seguinte, Harold Camping, na época com uma fortuna de US$ 8 milhões disse que havia errado os cálculos.

Não sabemos qual a desculpa que ele dará por ter falhado em sua previsão pela segunda vez, mas sabemos que o mesmo inicia o dia 22 de maio de 2011 com um patrimônio estimado em US$ 72 milhões. Harold Camping é proprietário da Family Radio, que somente em 2010 faturou US$ 120 milhões através de doações dos ouvintes. A emissora tem 66 afiliadas somente nos EUA e transmite em 40 idiomas através das Ondas Curtas.

Um Pastor da Igreja Batista do Sul, pediu para que Harold Camping venha a público "pedir desculpas e se arrepender de suas falsas predições". Para ele a única coisa que sofreu arrebatamento foi "o dinheiro que os ouvintes da Family Radio doaram em prol da divulgação do predito fim do mundo em 21 de maio de 2011." Muitos destes ouvintes, que doaram tudo que tinham, iniciaram o dia 22 de maio de 2011 sem emprego, comida e muitos sem ter nem onde morar.

Sobre Harold Camping

Harold Egbert Camping (19 de julho de 1921) é um apresentador de rádio e televisão dos Estados Unidos, famoso por suas interpretações pessoais da bíblia e doutrinas cristãs, além de sua voz diferenciada. É proprietário e presidente da Family Stations, Inc., uma rede de rádios, principalmente em frequência modulada, prostestantes. É graduado em engenharia civil com bacharelado em ciência pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Em 1992 publicou um livro chamado 1994?, dizendo que Jesus voltaria em setembro desse ano. Sua mais recente profecia dizia que o mundo acabaria em 21 de maio de 2011.

Sobre a Family Radio

Family Radio Inc., com sede em Oakland, Califórnia, EUA, é uma estação de rádio criada por Lloyd Lindquist e Harold Camping. A rede é composta principalmente de rádio FM com emissoras comerciais e retransmissoras, com algumas AM e duas emissoras de televisão, além de WYFR ondas curtas em Okeechobee, na Flórida. A rede produz programação em mais de 40 idiomas. A sede brasileira da Family Radio fica no bairro de Nova Gameleira, em Belo Horizonte.
 


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20/05/2011
Family Radio anuncia fim do mundo para dia 21 de maio de 2011

Harold Camping, fundador da Family RadioO grupo cristão evangélico americano Family Radio comprou dezenas de outdoors nas principais cidades dos Estados Unidos e Canadá para anunciar que o Dia do Juízo Final será no dia 21 de maio. Desta forma, Family Radio, um grupo evangélico cristão com sede na Califórnia, lançou uma campanha mundial na qual adverte que só os verdadeiros crentes se salvarão.

Em seu site, assim como nas ruas, Family Radio adverte que "O Dia do Juízo Final é o dia 21 de maio de 2011. A Bíblia garante."

Segundo o grupo, o presidente da Family Radio, Harold Camping, chegou à conclusão que o fim do mundo será em 21 de maio de 2011 após estudar a Bíblia e porque é exatamente 7 mil anos depois do episódio que Noé se salva do Dilúvio Universal, segundo o texto religioso.

"A Sagrada Bíblia dá mais provas incríveis que no dia 21 de maio de 2011 é exatamente o momento do Juízo Final" acrescenta no site do grupo. Family Radio considera que os não crentes sofrerão um poderoso terremoto que provocará vários meses de caos na Terra.

Acesse aqui o site do grupo evangélico americano (em portugûes) e confira as provas - segundo eles - de que o dia do Juízo Final está mais próximo do que esperávamos:

http://worldwide.familyradio.org/pt/
 


19/05/2011
Diretor de tecnologia da Abert reafirma importância da digitalização do rádio

O diretor de tecnologia da Abert, Ronald BarbosaO rádio digital foi um dos temas discutidos durante o evento Brasil Rádio Show, que se encerrou nesta quinta-feira, em São Paulo. O diretor de tecnologia da Abert, Ronald Barbosa, participou da mesa “Viva o Rádio Digital”, que também contou com a presença do assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, André Barbosa.

O diretor da Abert afirmou que o governo precisa decidir o padrão a ser adotado para a transição tecnológica. Ele disse ainda que algumas emissoras brasileiras já transmitem em caráter experimental sua programação com a nova tecnologia, seja com o HD Rádio (EUA) ou DRM (França). “Nós sabemos que a velocidade para decidir um padrão é incompatível com a aceleração tecnológica que vemos no mundo. Basta olhar como os celulares começaram, até chegar ao nível dos smartphones e tablets”, afirmou.

O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, anunciou que será proposta na Câmara dos Deputados a criação de um Comitê de Desenvolvimento do Rádio Digital, similar ao da TV. “Precisamos nos espelhar na experiência exitosa da TV digital, cujo fórum reúne desde 2006 todo segmento da indústria, universidades e radiodifusores, para dialogar sobre temas e interesses complexos. O amálgama de divergências permitiu a construção de um sistema ideal, e o mesmo deve ser feito no rádio”, argumenta.

O gerente de Tecnologia do Sistema Globo de Rádio, Marco Túlio, que também participou do debate, afirmou que a experiência da CBN com o padrão norte-americano e o DRM mostrou que os dois sistemas são muito parecidos. Outra conclusão foi que o rádio AM não pode ser atendido com qualidade por ambos. Já o professor e doutor em comunicação pela UMESP, Flávio Archangelo, chamou a atenção para o problema dos royalties. “A digitalização precisa trazer incremento de informação e conteúdo para o radiodifusor. Tecnologias de comunicação não são só questões comerciais, elas precisam estar abertas para o uso de universidades e da sociedade de maneira geral", disse.

Assessoria de Comunicação da Abert
 


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12/05/2011
Ministério das Comunicações arquivará processos com prazos vencidos

Ministro Paulo BernardoO Ministério das Comunicações adotou um novo sistema para tramitação de processos do setor de radiodifusão. A
partir de agora, serão arquivados todos os procedimentos cujo prazo para o atendimento de determinada exigência tenha transcorrido sem manifestação.

Antes, as emissoras de rádio e de televisão podiam retomar o andamento de uma demanda com data expirada. Mas, com a mudança, os procedimentos antigos serão arquivados e o radiodifusor terá de requerer abertura de um novo processo, caso queira dar seguimento à matéria de seu interesse.

De acordo com o diretor de Assuntos Legais da Abert, Rodolfo Machado Moura, a medida é positiva, pois pode dar maior agilidade ao andamento dos processos. Mas, o radiodifusor deve ficar atento, adverte Moura, pois o órgão poderá aplicar sanções nos casos em que o processo prevê penalidades pelo não cumprimento da exigência.

“A nova medida é positiva porque poderá dar maior rapidez aos processos. Há muitos procedimentos parados no Ministério”, afirma Moura. “No entanto, esperamos que não só as emissoras, mas que o órgão cumpra os prazos e
preste um serviço adequado às necessidades das emissoras”, diz.

Desde março deste ano, o Ministério das Comunicações adota medidas em sua estrutura interna para dar maior agilidade aos processos. A meta é liquidar o volume de demandas antigas em um ano e meio. Atualmente, o órgão acumula cerca de 35 mil pedidos.

Uma das mudanças que anunciadas no começo da gestão de Paulo Bernardo foi a emissão de licenças de radiodifusão sem o aval do ministro. Outra modificação definiu em detalhes as atribuições dos departamentos de Outorga, de Acompanhamento e Avaliação e de Engenharia de Outorgas. Antes, as competências eram estabelecidas de forma generalizada para todos os departamentos.
 


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05/05/2011
1922: Instalado o primeiro rádio em um carro

Auto-rádios modernos podem captar sinais de satélitesNo dia 5 de maio de 1922, pela primeira vez um automóvel – um Ford modelo T – foi equipado com um rádio. O que a princípio parecia excêntrico, em cinco anos tornou-se produção em série.

Duas importantes invenções do mundo moderno aconteceram quase simultaneamente. O automóvel existia há algumas décadas e Henry Ford havia começado sua produção em série no começo do século.

A técnica do rádio, no entanto, ainda estava sendo desenvolvida quando, em 1922, George Frost sentou-se confortavelmente em seu modelo T, deu a partida e ligou o rádio. Um gesto que entrou para a história.

Hoje mal se pode imaginar um carro sem rádio. O jovem estudante de 18 anos e presidente de um radioclube pode, entretanto, não ter sido o primeiro na invenção, como conta um porta-voz da Ford em Colônia: "Como nesta época houve vários que adaptaram um receptor no seu carro, é difícil dizer quem foi o primeiro, mas oficialmente Frost é considerado seu inventor".

Dos gigantescos aos removíveis

Nos seus primórdios, o autorádio ocupava tanto espaço que, se o automóvel tivesse dois bancos, os de trás seriam tomados pelo rádio e a antena.

Hoje, os modelos são cada vez mais compactos e versáteis. Além de música e informação, os modelos mais avançados já oferecem sistema de navegação, telefone e internet. Avanços que tornam o autorádio um objeto cada vez mais cobiçado pelos ladrões.

Mas também esse problema foi resolvido pela indústria, com autorádios cada vez menores e de painel removível. Um conforto, desde que não seja esquecido em casa.

Dirk Ulrich Kaufmann (rw)

 


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22/04/2011
Jáder de Oliveira por Ivan Lessa

Ivan LessaJader chegou a Londres em setembro de 1968. Eu estava aqui há um mês. Durante os 43 anos de nossa amizade, sempre que podia eu dava um jeito de encaixar no papo minha condição de veterano. "Você é novato por aqui não pegou a Londres de agosto de 68" é um exemplo.

Jader nasceu no dia 22 de dezembro de 1934. Eu em maio de 35. Outra que virou obrigação para mim. Qualquer coisa que eu queria saber mandava lá, "Jader, você que é muito mais velho do que eu, me conta como foi a chegada do Zepelim no Brasil." Do outro lado da linha, vinha a gargalhada gostosa do Jader. Sempre. Um rir que mais de uma vez eu disse que se ele conseguisse engarrafar acabaria rico.

De uns anos para cá nossos encontros eram apenas pelo telefone. Ele morava num canto da cidade, eu noutro. Mas todas as semanas batíamos ponto. Cansei de enviar filmezinho do YouTube daqueles que chamávamos "nossos cantores".

Futebol, rádio, música popular (com ênfase na brasileira) de qualidade, viesse de onde viesse, muito tango, bolero, choro. A mãe do Jader tocava, e muito bem, ao que parece, bandolim. Quantas pessoas você conhece cuja mãe tocava bandolim? E bem?

Pelo menos uma vez por mês, um de nós tinha uma dúvida: quem gravou isso? Como é a letra daquela marchinha? Jader vivia me fazendo perguntas sobre isso e aquilo outro, ligado a passadismos. Como ele, eu estava noutra. Década, com certeza.

Jader, entre um desfile de qualidades, tinha um ouvido excepcional. Escutava uma vez uma música e saía cantando. Perguntei se quando garotão tinha discoteca. Ele: "Nada. Pegava no rádio".

Jader amava rádio. Achava que televisão (não era a dele) ou até mesmo a informática não chegavam aos pés do que foram as nossa rádios: Nacional, Tupi, Mayrink. Todas. Era outra das figurinhas que faziam parte de nosso eterno bafo-bafo.

Jader sabia de tudo e de todos que tinham a ver com rádio. Seus jingles, seus comerciais. Do mais modesto locutor (Jader foi um excelente "espica", como se dizia) à mais vedete das cantoras. Nem falemos de conjuntos vocais. Das imitações do Jader de Orlando Silva e Cyro Monteiro. Mais, forçando a barra, as quatro vozes de um conjunto vocal, outra paixão mútuas nossa.

O jogo não cansou durante mais de quatro décadas. Mineiramente, "causos" e mais "causos"contados pelo Jader. Belo Horizonte, a Belô dos anos 50, está magnificamente captada no, uma lástima, único livro que escreveu, No Tempo Mais que Perfeito.

Está tudo lá. Um livro com gente andando, trabalhando, namorando e, mais importante, sentada no botequim contando histórias. Prestando atenção, dá para se ouvir até hoje a risarada. Comprem o livro, abram e confiram. Tem Mate-Couro, Phymatosan e Leo Belico.

Conforme diz o Jader na apresentação daquilo que, no decorrer de sua feitura - levou tempo, hem? gozava eu - ele mesmo chamava de "catatau", uma palavra do tempo do onça, conforme são as melhores palavras: "não se trata de uma tentativa de resgatar o passado histórico da cidade: simplesmente o relato, numa linguagem jornalística de como vivíamos, o que fazíamos, o que acontecia e com que sonhávamos.

Um reexame da linha do tempo que percorremos obedecendo a súbitas e indisciplinadas variações da memória." E no último parágrafo, de uma só linha, "... o túnel da memória continua infinito." Pura verdade. Jader emprega "simplesmente" para se referir ao - não consigo deixar de chamar pelo seu codinome - catatau. Comigo, não violão. Uma bobagem que também vinha no bolo das figurinhas bafo-bafadas: expressões antigas.

O danado do Jader ainda tinha tempo de ler e ler bastante. Só do melhor. Vivia citando Eça de Queiroz e o Camões de "... a grande dor dascousas que passaram...". Música, muita música. Cantada. Lucho Gatica, Jean Sablon, Sílvio Caldas. Tinham de ser bons. E eram. Fomos duas vezes ver aqui o Billy Eckstine. Em 1969 e em 1983. Era, como eu, fã de carteirinha de Mr. B.

Nunca ouvi Jader falar mal de ninguém. Ou reclamar. Não cultivava o sossego, este é que o cultivava. Sempre orgulhoso dos filhos Marcelo e Eddie, talentosos e bem sucedidos feito ele, e nunca se cansando de adorar, como num tango de Discepolin, sua mulher argentina, Nelly. A Argentina era outra paixão sua. Como o quintal de sua casa em Cobham, no condado de Surrey.

Se fez falta quando deixou a BBC e virou, ao menos para mim, um Jader ao telefone, que dizer agora, com quem falar, menos de 48 horas depois que pegou o boné (não levem a mal, Jader entenderia perfeitamente o uso beirando o inapropriado) e se mandou?

Como disse um amigo comum em bilhete eletrônico para mim: "Jader era um sujeito em paz com a vida". Nada mais verdadeiro. Sem ele, ficou bem mais difícil seguir o exemplo.

IVAN LESSA
COLUNISTA DA BBC BRASIL
 


21/04/2011
Jáder de Oliveira lembra "Estação de Londres"

A BBC Brasil transmitiu por décadas em ondas curtas para o BrasilEm 1968, quando cheguei a Londres trazido pela BBC, a Inglaterra parecia infensa ao torvelhinho da política internacional, marcado pela primavera de Praga e todos os desdobramentos que açulavam a guerra fria e comprometiam a autoridade soviética.

Muito ao contrário das aflições no Leste Europeu, a minissaia criada por Mary Quant, a pílula anticoncepcional e seu reconhecido corolário, a sociedade permissiva, pareciam fazer a cabeça da juventude do mundo inteiro.

Os Beatles eram os personagens mais importantes dessa reverência. Londres havia mudado a imagem de cidade cinza e fria, passando a ser o epicentro do abalo comportamental que tocaria na escala máxima, se houvesse uma forma de medi-lo.

Eu me lembro muito bem. Fui o último a chegar, dos três que a BBC contratou no Brasil, naquele ano: dois vindos do Rio, o Ivan Lessa e o Antônio Carré, e eu, de Belo Horizonte. Cheguei no sábado de um setembro chuvoso, assinalando o outono muito frio, que começou uma semana depois.

Era o meu segundo desembarque em Londres. Viemos, os três, espontaneamente, deixando para trás um Brasil afogado em doridos ais do regime militar, que ingenuamente achava ser capaz de ficar para sempre no poder. Não ficou o regime brasileiro, nem o soviético, ou qualquer outro regime de exceção. Parecia que ninguém lia ou queria ler livros de história.

A BBC tinha uma hospedaria, um hostel, bem no centro da cidade, na Cavendish Street, onde vivi seis meses, enquanto procurava apartamento para morar. Retardei a procura porque o hostel era muito divertido para um homem ainda solteiro, deslumbrado com a maioria feminina que o ocupava.

Além disso, da Cavendish Street a Bush House, a sede do World Service da BBC, a caminhada de não mais de vinte minutos era muito salutar.

Àquela altura, quando as transmissões para o Brasil tinham meros 30 anos, não existia melhor fonte para quem quisesse saber dos acontecimentos no país governado por generais-ditadores. A censura feroz, como convém a todo regime ditatorial, não nos atingia. Os nossos índices de audiência podiam ser comparados aos registrados na Segunda Guerra Mundial, se já houvesse, em 1938, ibopes para apurá-los.

Os cuidados na cobertura dos fatos asseguravam notícias corretas e isentas, mas, ainda assim, as reclamações oficiais se repetiam. Foi desta forma que conheci Bush House, em 1968.

Badaladas do Big Ben

Éramos apenas onze na equipe encarregada de colocar no ar, todas as noites, duas horas e quinze minutos de programação. Íamos ao ar às 19 horas, no horário de Brasília.

Os novatos, como eu, já ao final de uma semana, sabiam de cór a abertura imutável, que se seguia às badaladas do Big Ben: estação de Londres da BBC. Estamos iniciando mais uma transmissão para o Brasil nas faixas de 19, 25, 31 e 49 metros. Boa noite ouvintes. Com vocês Jader, ou Ivan, ou Carré – quem quer que estivesse escalado.

Apresentávamos três noticiários, cada um de dez minutos. E dois comentários de não mais de quatro minutos cada um. Ao vivo as notícias e os comentários; os programas eram gravados durante o dia.

A redação era certamente muito diferente da que existia em 1938, quando a BBC começou a transmitir para o Brasil, com o fito de neutralizar a propaganda nazista. Naquela época, tudo ia ao ar na hora, sem a preocupação de leituras escorreitas que as gravações asseguram.

A Alemanha de Hitler foi o primeiro país a vislumbrar a importância da onda curta e a BBC a primeira a entrar no que se chamou, então, de guerra da propaganda. Mas nós nunca fomos combatentes desta guerra. Agíamos sob a orientação coerente das notícias baseadas em fontes seguras (a mais importante, o próprio correspondente da BBC) e bem verificadas.

A onda curta morreu sem necrológios, sem lamentos, sufocada pela internet. Saudosistas continuam achando que foi uma morte prematura, desnecessária. Talvez eles estejam certos.

(*) Jáder de Oliveira Trabalhou na BBC Brasil de 1968 a 1999

Fonte: BBC Brasil
 


21/04/2011
Morre na Inglaterra o jornalista Jáder de Oliveira

O jornalista Jáder de Oliveira trabalhou por mais de 40 anos em LondresO jornalista Jáder de Oliveira morreu na quarta-feira na Inglaterra, aos 76 anos de idade, após uma batalha contra o câncer. Correspondente internacional na Grã-Bretanha desde 1968, Jáder trabalhou por 31 anos na BBC Brasil, antes de assumir o posto de correspondente da GloboNews, onde atuou nos últimos anos.

Amigos e colegas descreveram Jáder de Oliveira como um profissional equilibrado, uma referência no jornalismo internacional e esportivo, duas áreas a que se dedicou inteiramente nas suas mais de quatro décadas baseado na capital britânica.

“Jáder de Oliveira era sinônimo de jornalismo responsável, ponderado, lúcido”, diz o diretor da BBC Brasil, Rogério Simões, que conheceu Jáder nos anos 90. “Eu era correspondente da Folha de S.Paulo em Londres, e seu trabalho pela BBC na época era uma referência para mim. Ele conhecia como poucos a vida na Grã-Bretanha, o cenário político e econômico.”

O jornalista Lucio Mesquita, ex-diretor da BBC Brasil, lembra que o então colega tornou-se extremamente conhecido entre o público brasileiro. "Era comum eu visitar o Brasil em nome da BBC e encontrar ouvintes e jornalistas perguntando pelo 'Jáder da BBC de Londres', devido à sua popularidade."

Mesquita também considera o trabalho de Jáder como de grande importância para a expansão da BBC no Brasil, por meio de parcerias com rádios locais. "Ele foi um dos pioneiros da BBC quando a organização buscava mais impacto no Brasil através de boletins enviados para emissoras brasileiras, reforçando sua popularidade como o principal jornalista da BBC Brasil na época."

Esporte

Natural de Minas Gerais, Jáder de Oliveira iniciou sua carreira no Serviço Brasileiro da BBC em setembro de 1968, um mês depois da chegada a Londres do jornalista e escritor Ivan Lessa, de quem tornou-se amigo pessoal.

Em um período em que a atividade jornalística no Brasil era limitada pela censura imposta pelo regime militar, Jáder tornou-se uma das vozes mais importantes vindas do exterior para o Brasil.

A partir de Londres, cobriu as principais áreas do noticiário, mas seu maior interesse era pela cobertura esportiva, que incluiu Fórmula 1 nos tempos de Emerson Fittipaldi e as campanhas da Seleção Brasileira na Europa.

No final dos anos 90, Jáder foi peça fundamental num esforço para garantir a sobrevivência do Serviço Brasileiro da BBC, em uma época em que as transmissões da corporação em línguas estrangeiras sofriam drásticas reduções orçamentárias. Diante da ameaça de corte, ele obteve apoio formal de deputados brasileiros ao serviço, mensagem que foi então passada ao comando do Serviço Mundial da BBC.

Rádio

Jáder entrevistou várias personalidades, como o então presidente Fernando Henrique CardosoApesar da sua dedicação ao conteúdo jornalístico, sempre tratado por ele com rigor e a precisão, Jáder de Oliveira era apaixonado por uma forma específica de se apresentar a notícia: o rádio. Grande conhecedor do meio, Jáder produziu e apresentou uma série especial para a BBC Brasil sobre a história do rádio brasileiro.

Ao apresentar o início da série, antes de falar dos profissionais que introduziram o rádio no país, ele disse: "Hoje no Brasil, dentre todos os veículos de comunicação de massa, o rádio é sem dúvida o mais imediato. Mas, para chegar até os dias de hoje, muita coisa aconteceu. E não poderíamos deixar de lembrar, nesta série que se inicia, dos pioneiros que trouxeram para o Brasil o veículo de comunicação sem fio."

“Jáder tinha pleno domínio da linguagem do rádio, sua voz passava tranquilidade e ao mesmo tempo mostrava autoridade sobre a informação. Era um meio no qual ele se sentia completamente à vontade”, lembra Rogério Simões.

Mesmo enfrentando o câncer, Jáder de Oliveira continuou trabalhando e encontrando colegas em compromissos profissionais até poucos meses antes de sua morte.

Além de BBC e GloboNews, sua carreira em Londres reuniu colaborações com inúmeros outros veículos brasileiros, como o jornal Correio Braziliense e a rádio CBN. Ele deixa esposa e dois flhos.

Fonte: BBC Brasil
 


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13/04/2011
RTP pede "suspensão temporária" da RDP Internacional em Onda Curta

A RTP pediu ao Governo a "suspensão temporária" das emissões da RDP Internacional em Onda Curta após uma avaliação devido ao reduzido número de ouvintes e aos custos acrescidos, disse à Lusa fonte oficial da empresa.

"A análise teve por base vários fatores: o cada vez menor número de ouvintes servidos por esta plataforma de distribuição, os custos acrescidos dos últimos anos e o aumento das necessidades de investimento", afirmou a mesma fonte, acrescentando que "as estações de Onda Curta estão velhas e a precisar de substituição".

Por outro lado, prosseguiu, "as emissões da RDP Internacional podem ser asseguradas alternativamente através de satélite, cabo ou DTH e Internet, com menores custos e maior qualidade, servindo a esmagadora maioria" dos ouvintes da RDP Internacional.
 


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07/04/2011
Concurso da Deutsche Welle vale viagem à Alemanha


Inscreva seu trabalho (texto, vídeo, áudio ou ensaio fotográfico) até 30 de abril. O autor da melhor reportagem e seu professor responsável ganharão uma viagem à Alemanha para participar do Global Media Forum em junho.

O mundo se tornou um complexo mercado global de bens materiais, ideias e notícias, no qual as vantagens e as desvantagens do processo de globalização representam os dois lados de uma mesma moeda. Se, por um lado, a globalização cria oportunidades de garantir o respeito aos direitos humanos, por outro, ela põe em risco os direitos fundamentais do indivíduo.

Por isso, organizações nacionais e internacionais exigem cada vez mais que os seres humanos, suas demandas e direitos ocupem o centro da discussão – conforme postula a Convenção de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).

Mas mesmo especialistas têm dificuldade em compreender como diversos fatores interagem entre si. Aí é que a mídia assume um papel fundamental de explicar, gerar transparência e aumentar a consciência pública. Os próprios profissionais de comunicação tornam-se elementos importantes da globalização, sujeitos a imperativos econômicos, políticos e culturais.

Se você é estudante de comunicação e gostaria de prestar sua contribuição para este debate, participe do concurso da Deutsche Welle.

Inscreva seu trabalho (texto, vídeo, áudio ou ensaio fotográfico) até o dia 30 de abril.

O autor da melhor reportagem e seu professor responsável ganharão uma viagem à Alemanha para participar do Global Media Forum da Deutsche Welle!

Como se inscrever

Podem concorrer alunos de cursos de graduação e pós-graduação de faculdades de Comunicação, como Rádio e TV, Jornalismo, Cinema, Multimídia, Publicidade e Propaganda e afins.

Os participantes devem inscrever reportagens de sua própria autoria e em língua portuguesa, relacionadas com direitos humanos, através do formulário eletrônico disponibilizado no site www.dw-world.de/concursogmfbrasil.

Podem ser apresentados, por exemplo, projetos, iniciativas ou campanhas relacionadas ao tema, ou mesmo abordagens mais amplas, enfocando aspectos como moradia, condições de trabalho, acesso a saúde e educação, guerras e conflitos étnicos ou liberdade de expressão.

As reportagens em texto podem ter até 5 mil caracteres. Vídeos podem ter no máximo 180 segundos de duração e poderão ser entregues nos formatos AVI, WMV, 3GPP, MOV, FLV, MP4, ASF, MPG ou ASX. Reportagens em áudio também devem ter até no máximo 180 segundos de duração. Ensaios fotográficos podem conter até 15 imagens (com ou sem legendas).

Após a inscrição, o participante recebe uma confirmação via e-mail com informações sobre como proceder para transferir os arquivos. Serão levados em consideração apenas os trabalhos inscritos até o dia 30 de abril de 2011.

Os resultados serão divulgados no portal da Deutsche Welle em www.dw-world.de/concursogmfbrasil. Os ganhadores serão notificados por e-mail.

Os participantes concorrem aos seguintes prêmios:

1º prêmio

Viagem com hospedagem para participar do Deutsche Welle Global Media Forum, de 20 a 22 de junho de 2011 em Bonn, na Alemanha.

2º prêmio

Apple iPad 32 GB

3º prêmio

Apple iPod Touch 32 GB

Condições de participação

Para o concurso "Direitos Humanos no Brasil", realizado pela Deutsche Welle em parceria com a Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), valem as seguintes condições de participação:

O concurso é aberto a todos os estudantes matriculados em alguma das universidades parceiras da ABTU. Menores de 18 anos podem participar apenas com a autorização dos pais ou responsáveis, através de documento assinado a ser anexado à inscrição.

Cada participante pode concorrer com um único trabalho. A participação requer o preenchimento completo do formulário abaixo, que deve ser enviado para brasil@dw-world.de.

Formulário:
Nome completo
Universidade
Curso/Semestre
Número de matrícula
Endereço completo
E-mail
Título do trabalho (mesmo nome do arquivo depositado no servidor)
Qual foi sua motivação ao participar do concurso?
Breve descrição do trabalho apresentado
Professor responsável

Os vencedores serão escolhidos entre todos os participantes válidos que depositarem seus trabalhos no servidor do concurso até o dia 30 de abril de 2011. Os vencedores serão selecionados por um júri especializado e notificados por e-mail até o dia 3 de junho de 2011.

Despesas com a emissão de vistos e passaportes, assim como seguro de viagem e seguro internacional de saúde são de responsabilidade dos contemplados, ficando inteiramente por sua conta.

Ao enviarem o formulário de inscrição, os participantes autorizam a Deutsche Welle a publicar e divulgar sua obra, seu nome completo e sua cidade de origem no portal da empresa e/ou nos sites de seus parceiros, também em dispositivos móveis.

Os ganhadores não têm direito à alteração ou acréscimo aos respectivos prêmios, tampouco à substituição dos mesmos por pagamento em dinheiro. A Deutsche Welle se reserva o direito de alterar ou corrigir as condições de participação. É excluída a possibilidade de reclamação por via judicial.
 


06/04/2011
Bernardo diz que não haverá agência reguladora específica para radiodifusão


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, descartou a possibilidade de criar uma agência reguladora para o setor de radiodifusão. A afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, na manhã desta quarta-feira (6). Ao ser questionado pelo deputado Sandro Alex (PPS-PR), o ministro disse que a regulação do setor já foi delegada à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O órgão regulador será orientado por um plano de fiscalização elaborado pelo Ministério. “As sanções às empresas têm de ser revistas; poderá ser implementado um sistema gradativo do valor da multa”, disse.
A criação de uma agência reguladora para a radiodifusão foi cogitada por setores do governo durante as discussões de um novo marco regulatório, ainda em fase de elaboração. Paulo Bernardo disse que o novo marco se centrará em modernizar a legislação defasada e em regulamentar os artigos da Constituição que tratam da comunicação do 220 ao 223.

Sandro Alex afirmou que considera a fiscalização "pesada" para as emissoras comerciais e "precária" para os canais educativos: “As rádios educativas, que são muitas vezes utilizadas para fins políticos, não são fiscalizadas”, disse o parlamentar.

O ministro informou ainda que os critérios para a outorga de licenças para emissoras educativas estão sendo revistos pelo ministério, que colocou em consulta pública na última sexta-feira uma proposta de portaria para regulamentar o procedimento.

Ele acrescentou que, além do Plano Nacional de Banda Larga, os principais projetos da pasta são promover a inclusão digital e a implantação da TV em alta definição; elaborar um novo marco regulatório para as comunicações eletrônicas; e implementar infraestrutura de comunicação para a Copa das Confederações em 2013, para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

Bernardo também afirmou que o governo pretende estimular a produção nacional de equipamentos de tecnologia da informação e comunicações.
 


Flávio Alcaraz Gomes

05/04/2011
Jornalista Flávio Alcaraz Gomes morre em Porto Alegre


O jornalista e radialista Flávio Alcaraz Gomes morreu aos 83 anos na manhã desta terça-feira (5), em Porto Alegre. Alcaraz havia passado por um tratamento contra pneumonia e faleceu em casa.

Considerado um dos grandes nomes do jornalismo do Rio Grande do Sul, Alcaraz Gomes foi diretor das rádios Guaíba e Gaúcha e correspondente internacional da empresa jornalística Caldas Jr. Atualmente, estava vinculado à TV Pampa, no programa Guerrilheiros da Notícia.

Ao longo de sua carreira, publicou diversos livros como Diários de um Repórter, Transamazônica - A redescoberta do Brasil, Eu Vi! Itinerários de um repórter e A rebelião dos jovens.

Como repórter, atuou na Copa do Mundo de 1958, na Suécia e chefiou emissoras de rádio brasileiras no campeonato mundial de 1970, no México. Trabalhou também na Guerra do Vietnã e como correspondente no Oriente Médio e na Europa.

Nascido em 25 de maio de 1927, em Porto Alegre, o radialista formou-se em Direito na UFRGS em 1949. Na década de 1970, cometeu um homicídio e foi condenado a 10 anos de prisão.
 

 

 



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23/03/2011
Como funciona o Radio Data System, o popular RDS


Radio Data System, ou RDS é um protocolo padrão de comunicação para a incorporação de pequenas quantidades de informação digital em emissoras de rádio FM. RDS uniformiza diversos tipos de informações transmitidas, incluindo o tempo, a identificação e informações sobre o programa.

Radio Broadcast Data System (RBDS) é o nome oficial usado para a versão dos EUA do RDS. As duas normas são apenas ligeiramente diferentes.

A norma começou como um projeto da União Europeia de Radiodifusão (UER), mas desde então se tornou um padrão internacional da International Electrotechnical Commission (IEC).

Tanto o transporte de dados em 1.187,5 bits por segundo em uma subportadora de 57 kHz, portanto há exatamente 48 ciclos de subportadora durante cada bit de dados. O RBDS / subportadora RDS foi definido para o terceiro harmônico do tom piloto de 19 kHz em FM estéreo para minimizar a interferência e intermodulação entre o sinal de dados, o piloto estéreo e 38 kHz DSB-SC , sinal de diferença de estéreo. (A diferença de sinal estéreo se estende até 38 kHz + 15 kHz = 53 kHz, deixando 4 kHz para a lateral inferior do sinal RDS).

Os dados são enviados com correção de erros. O SDR define muitas características incluindo como privada (em casa) ou outros elementos indefinidos podem ser "empacotados" em grupos de programas não utilizados.

O Desenvolvimento do RDS foi inspirado por -Autofahrer Rundfunk-Informationssystem (IRA) na Alemanha pelo Institut für Rundfunktechnik (TRI) e a fabricante de rádios Blaupunkt, que usou uma subportadora de 57 kHz para indicar a presença de informações de trânsito em estações de rádio FM.

O Comitê Técnico da UER lançou um projeto na sua reunião de Paris de 1974, para desenvolver uma tecnologia com finalidades semelhantes às IRA, mas que era mais flexível e que permitiam a resintonia de um receptor, onde uma rede de transmissão do programa de rádio transmitido em um mesmo número de diferentes freqüências. O sistema de modulação foi baseado na utilização de um sistema de paginação, e da banda sueca de codificação era um projeto novo, desenvolvido principalmente pela British Broadcasting Corporation (BBC) e o IRT. A UER emitiu a especificação RDS em 1984.

Melhorias na funcionalidade de frequências alternativas foram adicionadas à norma e que foi posteriormente publicado como um Comité Europeu de Normalização Electrotécnica (CENELEC) padrão em 1990.

Em 1992, nos EUA, A National Radio Systems Committee emitiu a versão norte-americana do padrão RDS, chamado Radio Broadcast Data System. A norma CENELEC foi atualizada em 1992 com a adição de Traffic Message Channel e em 1998 com aplicativos Open Data e, em 2000, RDS foi publicado no mundo inteiro como IEC 62106 padrão.

Conteúdo e implementação: OS campos seguintes informações são normalmente incluídas nos dados RDS:

AF (Alternate frequencies) - permite sintonizar um receptor de rádio de forma automática e é especialmente usado nos rádios dos automóveis. O utilizador/usuário não necessita procurar a freqüência da estação sintonizada, pois o aparelho escolhe o emissor com sinal mais forte.

PS (Programme service)- Permite visualizar no display do receptor um texto de até 8 caracteres. Normalmente as rádios utilizam o PS para mostrar o nome da estação e informações sobre a música ou o programa que está sendo transmitido. A maioria dos receptores dispõe de PS.

RT (Radio Text)- Permite visualizar no display do receptor um texto de até 64 caracteres que poderá ser estático (por exemplo, "slogans" da estação), ou dinâmico (exemplo: o artista e a música que está a ser transmitida na rádio). Normalmente as rádios utilizam o RT para mostrar informações sobre o trânsito e notícias em geral. Apenas os modelos mais avançados de receptores são capazes de mostrar as mensagens de RT.

CT (Clock Time) - Pode sincronizar um relógio digital de um receptor de rádio.

EON (Enhanced Other Networks) - Permite ao receptor detectar informações de trânsito.

PI (Programme Identification) - Código único que identifica a emissora.

PTY (Programme Type) - Este código define até 31 tipos de programa, e.g., (p/ Europa) PTY=1 - Notícias, PTY=6 - Drama, permitindo aos usuário a procura da emissora através do gênero desejado.

REG (Regional) - Esta funcionalidade é utilizada sobretudo em países onde as rádios nacionais apresentam programas regionais em alguns emissores. Ao ligar esta opção, o receptor de rádio sintoniza os emissores com programação regional sempre que se encontre dentro do raio de cobertura dos mesmos, em detrimento dos emissores que apresentam a emissão nacional.



Fig. 1. visor do rádio quando não há dados RDS disponível .





Fig. 2. visor do rádio mostrando o nome PS (programação) de campo. .


Exemplo: Rádio de texto, mostrando o nome e o artista da música que está sendo transmitido, existe a rolagem de linha de fundo para revelar o restante do texto. Mensagens de rolagem e Programa de Serviço são ilegais no Reino Unido e expressamente proibida pelas normas RDS para todos os países por causa do potencial de distrairem os motoristas na estrada e causando problemas com memória armazenada do receptor. Mensagens de rolagem são, no entanto, amplamente utilizado na Europa continental e são comuns nos Estados Unidos e inclusive em algumas rádios do Brasil, com destaque para emissoras de São Paulo.

A subportadora de RDS para o uso de controle de potência de pico está em desenvolvimento na Austrália desde o início de 2000. A ETSA no Sul da Austrália e Saab Systems , uma empresa sul-australiana, foi o pioneiro da idéia após o engenheiro Saab Trent Ryan desenvolver a idéia no final de 1999.

RDS chipsets Companies

Como ST Microelectronics, a Silicon Labs, em Austin, Texas, e NXP Semiconductors (antiga Philips) oferecem soluções de chip único que são encontradas nesses aparelhos. A Silicon Labs suporta PS, RT, PTY, TMC, e todos os outros tipos de RDS em um único chip 3x3 milímetros e sua finalidade é o uso portátil (como celulares e leitores de MP3). NXP também tem soluções neste campo, e tem alguns chips automotivos.

No Brasil, o RDS foi normatizado pela ANATEL conforme RESOLUÇÃO N.º 349, DE 25 DE SETEMBRO DE 2003 publicada no diário oficial em 06/10/2003. Nesta resolução, as emissoras DEVEM comunicar a ANATEL que estão transmitindo dados por subportadora e informar o respectivo código PI.

Por Diórgenes Lopes - 23/março/2011
diorgenes@tudoradio.com
Diórgenes Lopes é técnico em eletrônica e estudante de engenharia elétrica. No mercado Lopes trabalha na Rede Globo de Televisão de São Paulo como técnico de projetos e manutenção. Em rádio já teve passagens pela antiga Rádio Oito de Setembro, de Descalvado de São Paulo como Operador de áudio. Participou também de projetos na area de RF da Regional FM, de Descalvado – SP
 


16/02/2011
Um rádio, um guerrilheiro e um soldado...


A história começou em Moçambique, na província de Tete, há mais de quatro décadas, no tempo da guerra colonial e da luta armada de libertação.

          Guerrilheiro Frelimo helicóptero rodesiano

 

 

 

 

 

 

 

Num assalto a uma base da Frelimo é feito um prisioneiro e o oficial do exército português que comandou o golpe de mão confiscou-lhe um aparelho portátil de rádio.

Agora, passados quase 42 anos, esse oficial, na altura o alferes Jaime Foufre Andrade das Operações Especiais, quer devolver o rádio com um abraço ao seu legítimo proprietário ou a seus familiares.

'Quero encontrar outra vez esse guerrilheiro, que agora já não é guerrilheiro -- é um cidadão moçambicano normal -- e dar-lhe um abraço e devolver-lhe aquilo que lhe pertence'
ex-Alferes Jaime Andrade

'Quero encontrar outra vez esse guerrilheiro, que agora já não é guerrilheiro -- é um cidadão moçambicano normal -- e dar-lhe um abraço e devolver-lhe aquilo que lhe pertence' disse Jaime Andrade aos Serviços em Língua Portuguesa da BBC para África.

Foi mais um episódio de uma guerra prolongada entre as forças coloniais portuguesas e a guerrilha da Frelimo, em que se registou a participação da Força Aérea da Rodésia.

Em Setembro de 1968, as forças portuguesas no acampamento de Tembué são envolvidas numa grande operação, denominada Equador, contra a guerrilha.

o rádio

 

Durante um voo de observação efectuado pelos rodesianos tinha sido referenciada uma importante base da guerrilha, a Base Beira, que fora montada por Samora Machel.

A operação

Imediatamente se organizou uma acção bélica tendo sido destacado o alferes Andrade, das Operações Especiais, para comandar o grupo que iria efectuar o assalto à base do 'inimigo'.

 

 

helicópterso rodesiano

 

Partindo de Tembué em helicópteros Alouette III rodesianos, os militares portugueses são largados em terreno difícil próximo da base para tentar um assalto de surpresa.

Segundo a narrativa do alferes Andrade, sob um sol escaldante do meio-dia o grupo orienta-se pela bússola seguindo silenciosamente em direcção ao objectivo.

Na frente seguia um soldado moçambicano, o cipaio Guiguira, que iria servir de intérprete para o caso de haver contacto com o 'IN' ou com algum elemento da população.

E é Guiguira o primeiro a detectar um guerrilheiro que, envergando farda caqui, caminhava descontraído, com a arma a tiracolo e um rádio portátil na mão direita.

A captura

A tropa portuguesa imobiliza-se enquanto que o guerrilheiro continua descontraído a avançar na sua direcção, com o rádio a transmitir 'uma bem ritmada marrabenta'.

"De repente Guiguira pára. Fica imóvel. Deve ter avistado a base. Faço o clássico sinal de inimigo à vista e o pessoal recolhe-se. Guiguira continua imóvel. Parece hipnotizado. Sigo o seu olhar e... congelo: vem lá um guerrilheiro!"
Alferes Andrade

Com a distância a encurtar-se, o guerrilheiro de repente imobiliza-se e descobre a presença da tropa portuguesa.

Segundo o relato do alferes Andrade à BBC, o guerrilheiro 'deixa cair o rádio, tenta a arma e lança-se numa corrida em ziguezague' para escapar às balas e desaparece entre a vegetação.

Com todo o ruído que envolveu este recontro estava definitivamente estragado o efeito surpresa para o assalto à base.

Os portugueses procuram o guerrilheiro e encontram-no ferido numa perna e só depois de lhe prometerem que não o matariam é que ele se entrega.

O rádio

O guerrilheiro é aprisionado e são-lhe administrados os primeiros cuidados médicos necessários para os ferimento numa perna e no calcanhar, que não são graves.

Foi então nessa altura que o comandante da força de assalto portuguesa se apodera do aparelho de rádio, que considera um troféu de guerra.

A operação prossegue depois mas já sem o efeito surpresa e, quando a tropa portuguesa entra na base, só encontra população-- alguns elementos idosos mulheres e crianças -- e pouco material importante.

 

helicóptero da Rodésia

 

Os ruídos provocados pelo encontro com o 'homem do rádio' tinham alertado os guerrilheiros da Base Beira que, em vez de fazer frente ao inimigo, preferiram pôr a salvo todo o equipamento e documentação importante.

E depois de uma noite 'na mata' e de uma longa caminhada, a tropa portuguesa com o pouco material que conseguiu encontrar, com o prisioneiro e elementos da população, é transportada de novo nos hélis rodesianos para o Tembué.

Quem é o dono do rádio?

Muitos anos passaram desde a guerra colonial e o Jaime, o antigo alferes Andrade, foi tomando consciência de que não era o legítimo proprietário do rádio.

O aparelho foi sempre muito estimado, encontra-se em perfeitas condições e o Jaime quer devolvê-lo, precisando para isso de identificar o antigo guerrilheiro ou algum familiar para o contactar.

 

guerrilheiro no helicóptero

 

Para isso são importantes os dados referentes à operação, nomeadamente o local e a data em que ocorreu.

O golpe de mão contra a Base Beira, junto ao rio Kapoche, decorreu dentro de uma operação muito mais ampla denominada Equador.

O grupo do alferes Andrade partiu do acampamento de Tembué e para lá regressou no final do ataque à base da Frelimo.

Pontos importantes:

Data: 17 de Setembro de 1968
Local: Base Beira, junto ao rio Kapoche, na província de Tete.
Factos: o guerrilheiro estava armado com uma arma automática, uma pistola-metralhadora PPSH de fabrico chinês, e no final foi evacuado num helicóptero rodesiano (como se vê na imagem inicial).

   guerrilheiro soldado e rádio

 

 

 

 

 

 

 



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10/02/2011
Rádio Vaticano comemora 80 anos

O cientista italiano Guglielmo Marconi (o segundo a partir da esq.) e o Papa Pio XI, na inauguração da Rádio

A história do rádio é antiga. Começa em 1893 quando o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Dois anos mais tarde, o cientista italiano Guglielmo Marconi realizou testes de transmissão de sinais sem fio em uma distância de 400 metros e depois de dois quilômetros. Marconi também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Passando à frente do brasileiro, Guglielmo registra em 1896 a patente da invenção do rádio.

Prestigiado por ter o registro de tal façanha e aproveitando o encantamento do mundo com essa nova maneira de se comunicar, Marconi é convocado pelo Papa Pio XI para implementar uma rádio nas dependências do Vaticano, que teria como principal objetivo falar livremente, mesmo além das fronteiras do Vaticano, principalmente sobre os perigos do totalitarismo.

Segundo relatos da época, aquele dia 12 de fevereiro de 1931 foi marcado pela ansiedade, nervosismo e medo. Marconi estava angustiado pois não sabia ao certo se o pedido do pontífice funcionaria a contento. Porém, Pio XI chegou e num gesto carinhoso, sorriu, colocou a mão no ombro do cientista e de uma maneira paternal, lhe deu um abraço.

Logo após, em seu discurso, Marconi diz: "Tenho a honra de anunciar, que, em questão de apenas alguns segundos, o Sumo Pontífice, Papa Pio XI vai inaugurar a Estação de Rádio do Vaticano. As ondas do rádio elétrico vão transportar para todo o mundo as suas palavras de benção e paz".

Às 16h49 ouve-se então, as primeiras palavras do Papa na rádio. Pio XI escreveu o texto em latim que dizia: "Ouça, ó céus o que digo! Escute, ó terra, as palavras que vem de minha boca. Ouçam, povos de terras distantes".

E se ouviu mesmo. No dia seguinte, o jornal inglês "The News Chronicle" estampava em sua primeira página: "Pela primeira vez, a voz de um Papa foi ouvida em Londres e por milhões de outros fiéis no mundo. Cerca de 3.500 católicos estavam em frente à Catedral de Westminster à espera de ouvir da voz do pontífice". Já o editorial do "The New York Times" classificou a transmissão como "um milagre da ciência e, não menos, um milagre de fé".

Desde então a Rádio Vaticana vem prestando serviços importantes a todos os tipos de pessoas. Durante a II Guerra Mundial, enviou cerca de 250 mil mensagens a prisioneiros escritas por suas famílias. Na Guerra do Kosovo, prestou este mesmo tipo de auxílio em apoio às vítimas do conflito.

Atualmente, ela é de grande ajuda para aqueles que não podem praticar livremente sua fé. Segundo o diretor da Rádio, Padre Federico Lombardi "hoje existem países de origem muçulmana no Oriente Médio onde os católicos são trabalhadores estrangeiros e não tem sequer a oportunidade de ir à igreja ou ouvir o catecismo e, por esse motivo, a transmissão da missa em inglês ou outra língua é um grande serviço prestado pela rádio".

O conteúdo do site da Rádio é preparado em 38 idiomas, muitos deles minoria como a Somali ou Urdu. Nos programas de rádios são utilizadas regularmente, 45 línguas. Este cuidado é para que todos se sintam mais próximos ao Sumo Pontífice. "As notícias são elaboradas em diversos idiomas para levar a voz do Papa e da Igreja a diferentes culturas",comenta o Padre Lombardi. Fazem parte do quadro de funcionários da emissora 355 pessoas de 59 nacionalidades diferentes, sendo a maioria, leigos.

Para comemorar os 80 anos da Rádio Vaticana, uma série de eventos está sendo programada, entre eles uma exposição no Museu do Vaticano e a publicação de um livro com os principais momentos da radiotransmissora.

Luciano Batista

Fonte: GaudiumPress



09/02/2011
Juiz condena rádio comunitária que atuava de forma ilegal no Sul de Santa Catarina

Presidente da AcaertAção foi impetrada pela ACAERT e liminar pode virar jurisprudência na análise sobre o conceito de apoio cultural. O juiz Fábio Nilo Bagattoli, da 2ª Vara Cível, da Comarca de Araranguá, julgou procedente o pedido de indenização por danos materiais e lucros cessantes por conta do funcionamento irregular de rádio comunitária, mantida pela Associação Cultural Comunitária Rádio Cidadã FM (Rádio Cidade FM 95). A ação foi impetrada pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT, através da Campos Advocacia Empresarial, assessora jurídica da entidade. O juiz entendeu que a rádio comunitária infringiu a legislação ao veicular anúncios que não se enquadravam na figura de apoio cultural. Trata-se, portanto, da primeira decisão sobre este tema em Santa Catarina.

“O funcionamento da rádio comunitária em desacordo com a legislação causa prejuízo às rádios associadas”, afirmou Pedro Peiter, presidente da ACAERT. De acordo com a ação da entidade, “a emissora distorce o conceito legal de apoio à cultura, vendendo publicidade e extrapolando os limites de abrangência próprios de uma rádio comunitária”.

Na sentença, o juiz destaca que “é possível concluir sem muita dificuldade que o funcionamento da emissora de rádio comunitária, quanto à divulgação de seu apoio cultural, deve ser restrito ao limite geográfico de um quilômetro de raio, conforme estabelecido no Anexo do Decreto n. 2.615/98, a fim de atender apenas ao bairro, vila ou localidade de pequeno porte que se encontra dentro do raio de cobertura da emissora. Ou seja, cumpre à emissora de rádio comunitária respeitar esse limite geográfico, veiculando apenas o apoio cultural de pessoas, estabelecimentos,
empresas ou instituições que se situem dentro do raio de um quilômetro em que está situada a emissora, pois é esse o alvo a que deve, por lei, estar destinada, ainda que seja possível captar o sinal da emissora fora desse raio de abrangência”.

Mais adiante, o juiz ressalta que “é certo que se a lei expressamente determina que a rádio comunitária seja operada através de fundações sem fins lucrativos, prevendo a possibilidade de receber patrocínio apenas através da figura do "apoio cultural" (artigos 1º e 18 da Lei n. 9.612/98), é justamente porque lhe veda obtê-lo da forma que normalmente as rádios comerciais assim o obtêm”.

“Assim, há inegável dano às associadas da autora, porquanto a ré, de forma indevida, exerce atividade que, por lei, lhe está vedada, usurpando, por conseguinte, mercado que pertence às rádios comerciais. Consequentemente há ato ilícito passível de ser indenizado, cujo valor deve ser apurado em liquidação de sentença, através da análise da planilha de programação da emissora de rádio da demandada, com os respectivos anunciantes de cada horário de programação da ré, tal como a parte autora definiu no seu requerimento liminar de exibição, o qual, aliás, será a seguir apreciado, através do que se deverá definir os anúncios que não se enquadram na figura de apoio cultural, tal qual definidos nesta sentença”.

A ré também foi condenada a pagar as custas processuais e honorários dos advogados da autora no valor de R$ 10.000,00.
 


07/02/2011
Senadores querem ouvir ministro sobre criação de agência para concessão de rádio e TV

Senador Walter PinheiroAssim que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) reiniciar os trabalhos, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deverá ser convidado a discutir a possível criação de uma agência reguladora para tratar de concessões de emissoras de rádio e televisão. O convite ao ministro foi defendido pelos senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que deverão integrar a comissão.
A recomendação para a criação da nova agência constaria de parecer do ministério, conforme matéria divulgada no último sábado (5) pelo jornal Folha de São Paulo. Walter Pinheiro vê como positiva a disposição do ministro de "colocar o dedo na ferida", referindo-se à polêmica em torno da separação da gestão dos serviços de
telecomunicações e de radiodifusão. Atualmente, o Ministério das Comunicações cuida das emissoras de rádio e TV e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) das empresas desse segmento.

- Sou a favor de uma nova agência, mas que substitua a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] e acabe com a separação entre radiodifusão e telecomunicações - disse o senador pela Bahia.

Walter Pinheiro defende uma Agência Nacional de Comunicação, com papéis e funções claramente definidos, tratando do setor como um todo. Para ele, avanços nos sistemas digitais, no compartilhamento de infraestruturas e na convergência de mídias demonstram a impossibilidade de separação entre telecomunicações e radiodifusão.

Empregos

Flexa Ribeiro também quer o debate com Paulo Bernardo, mas põe em dúvida as vantagens da criação de uma nova agência. Para ele, uma nova estrutura resultará "na criação de mais empregos para os aloprados".

O senador tucano espera que o ministro apresente seu plano de trabalho aos senadores da CCT. Ele também quer discutir o novo marco regulatório das comunicações e defende que a construção desse novo ordenamento legal seja comandada pelo Ministério das Comunicações, e não pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, como ocorria no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

No debate previsto na CCT, Paulo Bernardo também deverá ser questionado sobre sua posição contrária à concessão de emissoras de rádio e TV para políticos, manifestada pelo ministro em entrevistas à imprensa.
 


02/02/2011
Desenvolvimento multimídia da CRI

Em julho de 2006, a CRI se tornou a primeira emissora da China a disponibilizar em seu portal podcasts multilingues, que se estendia a chinês, inglês, coreano e japonês.

Em abril e agosto de 2007, a CRI assinou parcerias com a China Unicom e a China Mobile para lançar um novo serviço para celulares. Os usuários agora tem acesso as transmissões ao vivo e podem baixar programas de rádio e televisão, passo importante da CRI para passar de uma emissora tradicional a uma antenada às novas mídias.

Em setembro de 2007, a CRI Webcast entrou em operação. Três meses depois, foi inaugurado o Instituto Confúncio radiofônico, com o objetivo de promover o aprendizado do mandarim e também a nova mídia.

Em agosto de 2008, entrou em teste a CRI móvel em chinês e inglês. Em julho de 2009, a CRI móvel foi lançada oficialmente em Beijing, disponibilizando o novo serviço em idioma estrangeiro para usuários de celulares.

Em 23 de março de 2010, foi inaugurado em Hong Kong o website www.chinesefilms.cn, a primeira página multilíngue sobre filmes chineses. O site visa promover o intercâmbio entre a cultura cinematográfica chinesa e a do rosto do mundo, além de oferecer uma plataforma a internautas estrangeiros interessados em conhecer a cultura chinesa e assistir, via internet, a filmes produzidos no país.

Em abril de 2010, foi inaugurada dentro da CRI Online a sessão destinada à promoção da cooperação e da amizade entre a China e os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (http://asean.cri.cn) , com conteúdos nas línguas de Camboja, Filipinas, Indonésia, Birmânia, Tailândia, Vietnã e Laos.

Em 15 de abril, a CRI, em parceria com a rádio turca YON, lançou um website com informações culturais e turisticas da China destinado a internautas turcos. O site, produzido e operado na Turquia, é conhecido como "a nova Rota da Seda na era da informática".

Em julho de 2010, a CRI lançou o serviço de TV por internet em parceria com a Microsoft. Segundo o plano de cooperação, a CRI opera a mídia e a Microsoft fornece o apoio técnico. A TV por internet operada oela CRI é uma evolução na área, tanto no conteúdo quanto na forma.
 



01/02/2011
Minha paixão pela radiodifusão, por Ênio de Moura Macedo

Ênio de Moura MacedoÊnio de Moura Macedo, ouvinte de Belo Horizonte, MG, sintoniza a CRI há quase 50 anos. Em entrevista por telefone realizada logo depois do Ano Novo, ele nos contou sobre a sua paixão pela radiodifusão.

Ele disse que começou a ouvir a Rádio Inter-nacional na década de 1960, quando ela ainda se chamava Rádio Beijing. Naquela época, sempre tocava no início do programa uma música chamada Dong Fang Hong (O oriente é vermelho). Essa foi a música tocada quando a China lançou seu primeiro satélite. A trans-missão sempre era finalizada com uma música que Ênio considera muito bonita.

Além das músicas, Ênio falou do conteúdo do programa. Ele disse que, depois da reforma e abertura da China na década de 1980, o programa da Rádio Beijing mudou bastante, apre-sentando um conteúdo mais informativo. Sobre a reformulação da programação em 2011, ele afirmou não ter uma visão completa ainda porque ouviu apenas alguns programas, já que o ano mal começou. Apesar disso, ele admitiu que as notícias estão mais breves e concretas e que gosta muito do atual programa Viagem pela China, que, segundo ele, conta muita coisa interessante.

Como Ênio estuda chinês, seu programa favorito é o Chinês Dia-a-Dia. Ele disse ao repórter Antônio Xia que tem ouvido bastante o Chinês Dia-a-Dia e que já aprendeu centenas de caracteres chineses e sua pronúncia. No final da entrevista ele desejou XIN NIAN HAO, que em português significa “Feliz Ano Novo”.
 


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