26/09/2011
Ouvintes brasileiros realizam encontro em homenagem ao 70º
aniversário de fundação da CRI

Foi realizado nessa segunda-feira (26) na cidade
brasileira de João Pessoa, capital do estado da
Paraíba, um encontro de ouvintes para a Fundação
do Clube de Ouvintes do Departamento de
Português da CRI. Na ocasião também foi
celebrada uma Homenagem à Rádio Internacional da
China, pelos 70 anos de transmissão em ondas
curtas.
O evento foi organizado espontaneamente por um
grupo de ouvintes do departamento de português,
que queriam parabenizar à emissora pela passagem
do 70º aniversário de fundação da CRI e
expressar seu apoio à rádio.

Os brasileiros presentes no encontro afirmaram
que o conteúdo da programação da CRI é muito
atraente e que um elo de amizade profunda foi
criado com os contatos intensos mantidos entre a
rádio e os ouvintes. A maioria dos participantes
do encontro são amadores de ondas curtas. Eles
disseram que, apesar da longa distância entres
os dois países, o sinal de ondas curtas da CRI é
muito claro e de alta qualidade, razão pela qual
continuam ouvindo o programa do departamento de
português da CRI ao longo de muitos anos. Com o
desenvolvimento dos meios de transmissão da
emissora, os ouvintes vão continuar acompanhando
de perto os programas na internet e em outras
novas plataformas.
O primeiro correspondente da CRI no Brasil, Zhao
Hengzhi, participou do evento e entregou
lembranças para os representantes dos ouvintes.

Fonte: Site do Departamento em Português da
Rádio Internacional da China
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transferência e boleto
15/09/2011
Polícia suspeita que políticos encomendaram morte de radialista

O
radialista brasileiro Vanderlei Canuto Leandro,
33, assassinado no início deste mês em Tabatinga
(AM), na fronteira com a Colômbia e com o Peru,
pode ter sido vítima de um crime encomendado por
políticos locais, segundo a Polícia Civil do
Amazonas.
Sem citar nomes, o delegado Jaime da Silva
Ferreira disse à Folha nesta quinta-feira (15)
que pessoas "ligadas ao Executivo e ao
Legislativo municipais" são investigadas por
serem "supostos mandantes" do assassinato.
Leandro, que também era presidente do sindicato
dos mototaxistas, foi morto na noite do dia 1º
de setembro com oito tiros disparados por dois
homens, que fugiram em uma motocicleta.
O radialista vinha denunciado em seu programa
"Sinal Verde" suspeitas de corrupção envolvendo
a administração do prefeito de Tabatinga, Saul
Nunes Bemerguy (PR).
Além de se manifestar contra o prefeito no
programa, transmitido pela rádio Fronteira, da
cidade peruana de Santa Rosa (vizinha a
Tabatinga), o radialista também fez denúncias
contra Bemerguy no Ministério Público do
Amazonas, no Ministério Público Federal e na
Polícia Federal.
Segundo a PF, o prefeito também registrou
ocorrência afirmando que o radialista organizava
um protesto para incitar a população contra ele.
Como o caso não era da esfera federal, a PF não
abriu investigação.
O crime provocou comoção em Tabatinga. A Polícia
Civil, que só tem uma equipe de quatro
investigadores, diz que não tem pistas dos
autores dos disparos.
Segundo o delegado Ferreira, devido ao indício
de envolvimento de pessoas do Executivo
municipal, o inquérito policial --que tem mais
15 dias para ser concluído-- deverá ser enviado
ao Tribunal de Justiça do Amazonas em razão de
foro privilegiado.
"Uma vez que existe o indício de pessoa do
Executivo, o inquérito será submetido ao TJ",
afirmou.
REAÇÃO
A morte de Canuto provocou reação de
organizações internacionais que combatem a
violência contra jornalistas. O Comitê para a
Proteção dos Jornalistas cobrou das autoridades
brasileiras "exaustiva apuração do caso".
A entidade Repórteres Sem Fronteiras fez
referências às denúncias que o radialista fazia
contra o prefeito. "A pressão política,
tradicionalmente forte nas regiões Norte e
Nordeste do Brasil, é muitas vezes sinônimo de
lentidão, ou mesmo de impunidade, em casos desse
gênero", disse.
A reportagem não localizou o prefeito Saul
Bemerguy para falar sobre o caso. Em entrevista
à imprensa local, ele negou envolvimento na
morte do radialista.
Pré-venda do WRTH 2012 no cartão,
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01/09/2011
Ouvinte brasileiro organiza encontro para celebrar 70 anos da CRI

João
Pessoa - O Espaço Cultural José Lins do
Rego, em João Pessoa, capital do estado
brasileiro da Paraíba, abre suas portas no dia
26 de setembro para um encontro comemorativo aos
70 anos da Rádio Internacional da China (CRI).
O idealizador e executor do projeto é o ouvinte
Leonaldo Ferreira, jovem "dexista" paraibano,
que conta ainda com o apoio da Associação DX do
Brasil, com sede em Santa Rita, também na
Paraíba.
Durante o encontro de um dia, os visitantes
poderão apreciar materiais que contam um pouco
dos 70 anos de história da CRI e das
contribuições da emissora chinesa ao mundo. Os
presentes serão agraciados com brindes enviados
pela rádio.
Além de um palco para troca de ideias e
experiências entre ouvintes da CRI, o evento é
uma boa oportunidade àqueles que querem conhecer
o trabalho da rádio chinesa. O encontro será
prestigiado pelo correspondente da CRI no
Brasil, Luis Zhao, e por outros parceiros.
Objetivo:
Homenagem à Rádio Internacional da China pelos
70 anos de transmissões internacionais.
Início: 10h
Término: 16h
Programação:
Mostra de material sobre a rádio para ouvintes
do Brasil, em especial da Paraíba.
Distribuição de brindes do CRiPor e sorteio de
um rádio de ondas curtas.
Participantes:
Duzentas pessoas, que devem se credenciar antes
do evento.
Local:
Mezanino II
Espaço Cultural José Lins do Rego
Rua Abdias Gomes de Almeida, 800, João Pessoa -
PB
Data:
26/09/2011
Contatos:
(83) 3263 1228
(83) 9305 6322
11/08/2011
Projeto que flexibiliza A Voz do Brasil deve ser votado na próxima
quarta

O
projeto de lei que autoriza as rádios a
transmitir o programa A Voz do Brasil entre 19h
e 22h deve ser apreciado no próximo dia 17, na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara. A proposta estava na pauta da comissão
desta quarta-feira (10). Entretanto, um pedido
de vistas do deputado João Paulo Lima (PT/PE)
adiou a votação do projeto, já aprovado pelo
Senado.
Para entrar em vigor, o PL 595/03 deve ser
aprovado na CCJ antes de ir a plenário e a
sanção da presidente Dilma Rousseff.
A proposta foi apresentada pela primeira vez em
2003 e já tramitou em cinco comissões da Câmara
e do Senado. De acordo com o texto, o programa
pode começar entre 19h e 22h. As emissoras
públicas, no entanto, continuam a veicular às
19h.
O presidente da Abert, Emanuel Carneiro,
acredita que o projeto será aprovado ainda neste
ano. “A proposta é debatida no Congresso há
quase uma década. Hoje, a discussão sobre a
proposta de flexibilização atingiu um nível de
maturidade satisfatório, com apoio de
parlamentares de todos os partidos”, afirma.
Confira a opinião de parlamentares sobre o
projeto:
- “O partido tem compromisso com a
flexibilização. É preciso mudar para não
interromper a programação”. Manuela D’Ávila (PC
do B / RS)
- “Será uma das minhas prioridades e, tenho
certeza, da Câmara dos Deputados também. A
flexibilização do programa é importante para que
a informação chegue a todos na hora que precisa
chegar”, Mendes Ribeiro (PMDB/RS), líder do
governo no Congresso
- “As emissoras terão mais opção de adequar suas
grades. Além disso, a população terá
alternativas para escolher o melhor horário para
ouvir o programa”, José Rocha (PR/BA)
- “A solução encontrada atende a preocupação
daqueles que defendem a veiculação do programa
em horário de grande audiência. Por outro lado,
as emissoras poderão adequar a veiculação do
programa à sua grade de programação.” Paulo
Pimenta (PT/RS)
- “Sou totalmente a favor da flexibilização do
horário da Voz do Brasil. Trabalhei muito para a
aprovação do projeto na Câmara. As rádios
precisam ter a liberdade para veicular o
programa no horário que lhes for mais adequado.”
Paulo Roberto Mansur (PP/SP)
- “É um avanço para a comunicação no Brasil,
porque não estaremos deixando de irradiar o
programa. Não haverá prejuízo algum. Ao
contrário. Só existe ganho para o ouvinte, para
o rádio e para a democracia no país.” Sandro
Alex (PPS /PR)
Imagem: Ministério das Comunicações
Assessoria de Comunicação da Abert
10/08/2011
Deputados questionam competência da Anatel em fiscalizar
radiodifusão

Em
debate na Câmara nesta terça-feira (9),
deputados questionaram a ampliação do convênio
entre a Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) e o Ministério das
Comunicações para fiscalizar as emissoras de
rádio e TV. De acordo com o novo convênio, a
agência, além de fiscalizar as emissoras,
verifica o cumprimento de obrigações em relação
à programação e também abre processos nos casos
de infrações.
Atualmente, a Anatel fiscaliza, por exemplo, o
cumprimento de percentuais de notícias, de
propaganda e o horário obrigatório de veiculação
da Voz do Brasil. Com a ampliação do convênio, a
Anatel também pode instruir processos contra a
empresa infratora, o que antes era feito pelo
Ministério. Agora, o ministério vai passar a
receber o processo pronto e decidir se aplica ou
não a punição.
Para o deputado Hidekazu Takayama (PSC/PR), a
Anatel não tem competência para fiscalizar a
radiodifusão. Ele acredita que a Lei Geral de
Telecomunicações é clara ao diferenciar a
atribuição da Anatel para fiscalizar o setor de
telecomunicações e a do Ministério para cuidar
da radiodifusão.
Takayama criticou ainda o desaparelhamento das
delegacias regionais do Ministério. “A Anatel
não tem competência nem preparo técnico para
fiscalizar a radiodifusão. Acabaram com as
delegacias regionais e foi um erro”, disse. Ele
listou ainda uma série de casos que considerou
abuso dos fiscais da Anatel em multar emissoras,
o que comprovaria, na sua avaliação, a falta de
preparo técnico da agência para fiscalizar a
radiodifusão.
Edilson Ribeiro dos Santos, superintendente de
Radiofrequência e Fiscalização da Anatel,
afirmou que os dois órgãos decidiram ampliar as
atribuições da Anatel porque a agência tem uma
estrutura melhor de pessoal para exercer essa
função. O consultor jurídico do Ministério,
Rodrigo Zerbone, justificou que o poder
decisório continua com o Minicom e que qualquer
fiscalização referente ao uso do espectro deve
ser pela agência.
Na opinião da deputada Luiza Erundina (PSB-SP),
a Anatel cumpre mal o seu papel de fiscalizar as
companhias de telecomunicações e, por isso, não
deve ter suas atribuições ampliadas. A Agência
não consegue fiscalizar, por exemplo, todas as
fontes de radiação eletromagnética, como antenas
de celulares, questionou a deputada.
O deputado José Rocha (PR/BA) e a deputada
Antônia Lúcia (PSC/AC) criticaram as altas
multas cobradas a pequenas emissoras. Por outro
lado, o Ministério não consegue responder os
processos da radiodifusão, ressaltaram.
Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara
Assessoria de Comunicação da Abert com
informações da Agência Câmara
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28/07/2011
Deputado defende uso da sigla FM apenas para as emissoras comerciais
O deputado Arolde Oliveira (DEM-RJ) apoia
Projeto de Lei do Senado 490/11, que proíbe o
uso da sigla FM no nome fantasia ou na razão
social de emissoras de radiodifusão comunitária.
De acordo com ele, a proposta é “justa” porque o
serviço prestado por elas difere do caráter das
comerciais, embora a transmissão seja feita
também em Frequencia Modulada. Além disso, as
emissoras comerciais pagam pelas concessões,
pondera o deputado. “O uso de FM é uma marca
consolidada e consagrada para as emissoras de FM
comerciais. No momento em que você usa a sigla
na radiodifusão comunitária, gera confusão para
o ouvinte”, afirma.
Oliveira critica ainda a falta de fiscalização
de rádios comunitárias que, em geral, aumentam
irregularmente a potência de sinal e exploram
propaganda comercial. “A situação das rádios
comunitárias no Brasil está totalmente solta e
desorganizada. Não há fiscalização por parte do
Ministério das Comunicações nem da Anatel, é uma
bagunça mesmo”, diz.
Assessoria de Comunicação da Abert
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22/07/2011
Ivan Lessa: Violento ataque à BBC

Com
uma porção extra de espuma para barba como único
resultado positivo de seu depoimento perante a
comissão de inquérito parlamentar, o magnata
Rupert Murdoch ainda teve a satisfação de ver as
ações de seu império subirem de cotação no
mercado acionário.
Sobrou mesmo foi para políiticos e policiais
britânicos. A lenha continua e continuará.
Um tabloide a menos, outros vestindo jubilosos
camisas 3. E toca a faturar.
Murdoch já retornou à sua terra adotiva, os
Estados Unidos, e continuará seu caminho de paz
e amor, ou, a bem dizer, seu caminho de brigas e
desamores.
Uma das pinimbas do ex-antípoda magnata sempre
foi e continuará a ser a BBC. Deu chance, abriu
brecha e seu império de mídia impressa e
eletrônica se volta contra a Beeb, como é
conhecida afetuosamente na intimidade e, se der
jeito, com uma boa dose de ironia na implicante
desintimidade.
Como saiu em outro tabloide, o Daily Mail, tido
como classe média, ou misto-quente, nem tanto
pra baixo nem muito pra cima, a nota em que
catei os dados que irei enumerar ganharia, no
mínimo, um tom mais cafajeste e alarmante em
qualquer outro veículo murdochiano daqui, a
saber, Sun, Times e SundayTimes.
Com 37 anos ao todo de BBC, enfileiro os dados
com uma ponta de prazer. Uma ponta apenas.
Humano sou.
Afinal, foi outro dia mesmo, no 14 de julho
(alguma influência da revolução francesa?), que
o sindicato nacional de jornalistas (o NUJ,
National Union of Journalists) decretou uma
greve de 24 horas destinada a interromper as
transmissões televisivas e radiofônicas da BBC e
já deu a data da próxima, 29 de julho.
Tudo devido à demissão involuntária de um bom
número de funcionários – aqui polidamente
chamada de redundancy – inclusive por estas
bandas do Serviço Mundial.
Ao todo, dependendo da fonte, contanto que não
seja o News of the World, 387 dispensas, que é
uma palavrinha mais simpática que demissão. Para
não citar mais um importante fator na medida
dita drástica: o alto salário dos executivos da
BBC, segundo o sindicato.
A manchete do já referido Daily Mail era simples
e direta e eu traduzo com isenção: “BBC paga a
atores 1 milhão de libras para mostrar aos
chefes como lidar com funcionários rebeldes”.
Ou seja, em dinheiro de dívida do governo de
Barack Obama, 1 milhão e 600 mil dólares.
A agenda foi transformada em pequenas pecinhas
que serviam de inspiração para a classe patronal
lidar e dar um jeito – sem maiores violências,
claro – na classe jornalística.
Os opúsculos teatrais didáticos foram encenados
na Academia da BBC no decorrer dos últimos 5
anos. Cá entre nós, musical do insuportável
Andrew Lloyd-Webber custa muito mais caro e
duvide-o-dó que tenha texto melhor.
Um porta-voz do sindicato que aderiu à greve,
algo irritado, ponderou: “Há muita gente nas
diversas equipes genuínas de trabalho já
irritadas com a situação. Não há nenhuma
necessidade de atores.” Parecia Samuel Beckett
sileciando sobre uma de suas peças.
Eu aí discordo.
Jornalista é jornalista, ator é ator. Um não se
mete com o metiê do outro. Mas isso é uma
opinião pessoal e só contaria ponto se eu fosse
o Hugh Grant, que andou dando uma de jornalista,
e bom, numa hora vaga de sua vida ora não tão
atarefada quanto já foi.
O título das pecinhas, que aliás não têm o nome
de seu autor ou autores divulgados, não são bem
um chamariz com a instigante sonoridade de “Amor
a Quanto Obrigas”, “Cupido é Moleque Teimoso”,
“Amar Foi Minha Ruína”ou, indo mais longe,
“Escravas do Desejo”.
Mas, justiça seja feita, dão a pala do que está
sendo tratado: “Conversações Corajosas”,
“Dirigindo Seu Apresentador” e “Treinamento Para
a Diversidade”.
Todos esses títulos foram obtidos e divulgados
graças à lei existente da liberdade de
informação, portanto ninguém teve que ser
grampeado, político imprensado ou policial
subornado. Coisa rara nesses dias.
Parabéns, Daily Mail, vai por aí que você vai
bem.
Fonte: BBC Brasil
20/07/2011
Câmara vai debater transferência da fiscalização da radiodifusão
para a Anatel

A
Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara
realiza no próximo dia 8 audiência pública para
discutir a transferência da fiscalização de
radiodifusão do Ministério das Comunicações para
a Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações).
Convênio assinado em junho transfere para a
autarquia a responsabilidade da fiscalização
técnica do setor. A Anatel passou a atuar em
todas as instâncias da fiscalização: técnica e
de conteúdo. Vai fiscalizar o cumprimento dos
critérios técnicos estabelecidos no contrato de
concessão, como uso irregular do espectro de
freqüência.
A autarquia também vai inspecionar se as
emissoras cumprem requisitos estabelecidos em
normas com relação ao conteúdo, como transmissão
da Voz do Brasil, prefixos, boletins noticiosos
e veiculação de propaganda.
Foram convidados para a audiência, o consultor
jurídico do ministério, Rodrigo Zerbone
Loureiro, e o superintendente de Serviços de
Comunicação de Massa da Anatel, Ara Minassian.
A justificativa do ministério para a mudança é
que a Anatel tem estrutura mais adequada para
fazer o trabalho. Um dos autores do requerimento
para a realização da audiência pública, o
deputado José Rocha (PR-BA), acredita que a
agência tem estrutura melhor e pode dar mais
agilidade à fiscalização."Eles são muito lentos.
O ministério não tem uma estrutura que possa
fiscalizar esse serviço no Brasil inteiro”, diz.
Para o diretor-geral da Abert, Luís Roberto
Antonik, a iniciativa é positiva. No entanto,
ele acredita que o ideal seria manter a
fiscalização com o Ministério das Comunicações
porque a Anatel não é especializada no setor.
“A Anatel é voltada para as telecomunicações,
embora ela também seja responsável pelas
questões relativas às freqüências”, afirma
Antonik. “Esta decisão não pode ser uma ação
isolada, deve estar acompanhada do aparelhamento
técnico, informático e, sobretudo, de pessoal do
Ministério das Comunicações”, afirma o diretor.
Foto: Agência Câmara
Assessoria de Comunicação da Abert
Faça a reserva do WRTH 2011 e
pague em até
12 vezes no cartão de crédito
05/07/2011
Instalada subcomissão na Câmara para discutir padrão de rádio
digital

A
Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos
Deputados instalou na terça-feira (5) uma
subcomissão para acompanhar as discussões sobre
a escolha do padrão de rádio digital a ser
adotado no Brasil. Os deputados Manoel Júnior
(PMDB-PB) e Sandro Alex (PPS-PR) foram eleitos
presidente e relator da subcomissão,
respectivamente.
Duas tecnologias para rádio digital, a
norte-americana HD Radio e a européia DRM, são
avaliadas pelo Ministério das Comunicações (Minicom),
que abriu consulta pública para realizar testes
dos modelos em Brasília, São Paulo, Rio de
Janeiro e Belo Horizonte.
A criação da subcomissão foi sugerida pelo
deputado Sandro Alex (PPS-PR). Segundo ele, o
grupo vai debater as diferenças entre os dois
sistemas, analisar dificuldades técnicas e
conhecer as possibilidades de se criar uma
tecnologia nacional com base nos sistemas.
Assessoria de Comunicação da Abert
04/07/2011
Deputados criam grupo para discutir padrões de rádio digital

A
Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos
Deputados vai instalar nesta terça-feira (5) uma
subcomissão para acompanhar as discussões sobre
a escolha do padrão de rádio digital a ser
adotado no Brasil. Duas tecnologias, a
norte-americana HD Radio e a europeia DRM são
avaliadas pelo Ministério das Comunicações (Minicom),
que abriu consulta pública para realizar testes
dos modelos em Brasília,São Paulo, Rio de
Janeiro e Belo Horizonte.
A criação da subcomissão foi sugerida pelo
deputado Sandro Alex (PPS-PR). Segundo ele, o
grupo vai debater as diferenças entre os dois
sistemas, analisar dificuldades técnicas e
conhecer as possibilidades de se criar uma
tecnologia nacional com base nos sistemas.
“O padrão de rádio europeu vem sendo
desenvolvido em sistema aberto e livre, criado e
desenvolvido por um consórcio formado por
empresas e emissoras interessadas na
digitalização do rádio. Já o padrão americano é
um sistema fechado e proprietário, o que traz
inconveniente aos radiodifusores que teriam de
desembolsar royalties pelo uso e exploração do
sistema”, comenta Sandro Alex.
De acordo com o Ministério das Comunicações, o
modelo a ser escolhido deve operar com
eficiência as modalidades de serviço em Onda
Média (OM) e em Frequência Modulada (FM). Depois
da fase de testes, haverá negociações com
fabricantes de equipamentos e debates
internacionais para a implementação do sistema
no país.
Para a realização dos testes, o MiniCom vai
contar com parceria da Anatel e do Inmetro.
30/06/2011
Abert defende uso de faixa de VHF para digitalização do rádio AM

A
Câmara de Rádio da Abert e presidentes de
entidades estaduais de rádio e de televisão
decidiram apoiar a destinação da faixa de VHF,
compreendida entre 76 MHz e 88 MHz, para
permitir a digitalização do rádio AM no país. A
decisão foi tomada em reunião nesta quarta-feira
(29), em Brasília.
A proposta é que esta faixa de freqüência, hoje
ocupada pelos canais 5 e 6 de televisão, sirva
às rádios AM para que operem na extensão da
faixa de FM. Esses canais deverão estar
disponíveis em 2016, com a conclusão do processo
de digitalização da TV.
Estudo da Anatel mostra que a proposta de
migração é tecnicamente viável.
Na prática, cada emissora de rádio AM receberá
um canal na nova faixa de FM, que seria
estendida para abrigar todos os canais AM. De
acordo com o presidente da Abert, Emanuel
Carneiro, este é o melhor caminho para o rádio
brasileiro. “A redistribuição das emissoras AM
na nova faixa garantirá a melhoria da qualidade
necessária a este segmento e facilitará a
transição para o padrão digital”.
Segundo o presidente, no futuro, o Ministério
das Comunicações deverá definir os critérios de
digitalização do rádio para permitir a migração
das emissoras, conforme características
econômicas e técnicas.
17/06/2011
Governo holandês anuncia cortes na Rádio Nederland Wereldomroep

O
gabinete holandês anunciou hoje seus planos para
cortar as atividades da Radio Nederland
Wereldomroep. O serviço internacional em língua
holandesa não informará mais a holandeses que
vivem no exterior nem será responsável por
transmitir uma visão realista da Holanda para o
resto do mundo.
A Radio Nederland irá se concentrar apenas em
fornecer informação a países onde a liberdade de
imprensa e de expressão são suprimidas ou estão
ameaçadas.
Os cortes na RNW são parte de um vasto programa
de austeridade que o atual governo está
implementando para equilibrar o orçamento
nacional. Na esteira de cortes nas áreas de
educação superior, cultura e defesa, o governo
anunciou nesta sexta-feira a reorganização de
todo o sistema público de telecomunicação.
Como parte desta reorganização, a Radio
Nederland não estará mais no orçamento de mídia,
mas ficará sob responsabilidade do Ministério de
Relações Exteriores. Esta mudança ocorrerá a
partir de 1 de janeiro de 2013.
O ministro de Relações Exteriores, Uri
Rosenthal, confirmou que o foco para a RNW será
a liberdade de expressão e liberdade de
imprensa.
“No Ministério de Relações Exteriores, a Radio
Nederland vai ocupar-se, a partir de 2013, da
palavra livre. E não direi mais nada a respeito
no momento”, comentou o ministro.
Rosenthal explicou que, uma vez que a RNW ainda
fará parte do orçamento de mídia no próximo ano,
ele não quer interferir com determinações de
outro ministério.
Durante a coletiva de imprensa após a reunião de
gabinete, o primeiro-ministro Mark Rutte fez o
seguinte comentário sobre o trabalho feito pela
Radio Nederland Wereldomroep:
“A Wereldomroep irá se limitar a uma missão: a
disseminação da palavra livre... Acho outras
funções da Radio Nederland bonitas, valorosas,
mas não o suficiente para serem financiadas com
dinheiro público.”
As exatas consequências financeiras desta
limitação nas atividades da Radio Nederland
ainda não foram divulgadas. Não foi dado nenhum
detalhe sobre os futuros cortes no orçamento. O
parlamento holandês ainda terá que aprovar os
planos de corte do gabinete. O debate sobre o
tema na Câmara Baixa acontece daqui a duas
semanas.
Cortes em outras rádios internacionais
BBC: cortes de 25% na equipe. Excluiu 5 de seus
32 idiomas.
Radio France International: cortes de 25% na
equipe. Diminuiu de 17 para 11 idiomas.
Deutsche Welle: está eliminando aos poucos os
serviços de ondas curtas e médias, e reduzindo a
programação para
alemães no exterior.
Voice of America: está redimensionando as
transmissões em chinês.
Radio Australia: está mudando seu foco para a
internet.
16/06/2011
Convênio entre Anatel e Minicom é positivo, avalia Antonik

O
diretor-geral da Abert, Luís Roberto Antonik, considera positiva a
decisão do governo de devolver à Anatel a competência para fiscalizar
aspectos técnicos da radiodifusão. Para ele, a mudança vai desafogar os
quadros do Ministério das Comunicações e agilizar a análise de processos
que estão parados há anos no órgão.
“Ao longo do tempo o Ministério sofreu um processo de esvaziamento e foi
perdendo a capacidade de órgão regulador”, afirma Antonik. “É uma
necessidade premente que o Ministério recupere a capacidade de processar
os pedidos dos radiodifusores”, diz.
O convênio que transfere para a autarquia a responsabilidade da
fiscalização técnica do setor foi aprovado na última quinta-feira (9)
pelo Conselho Diretor da agência. A partir de agora, a Anatel atuará em
todas as instâncias da fiscalização: técnica e de conteúdo. Vai
inspecionar as empresas que não atenderem aos critérios técnicos
estabelecidos no contrato de concessão, como uso irregular do espectro
de freqüência. A autarquia também vai fiscalizar se as emissoras cumprem
requisitos estabelecidos em normas com relação ao conteúdo, como
transmissão da Voz do Brasil, prefixos, boletins noticiosos e veiculação
de propaganda.
A justificativa para a mudança é que a Anatel tem estrutura mais
adequada para fazer o trabalho. Agora, as delegacias regionais do
Ministério, por exemplo, poderão ter outras atribuições, como processar
documentação para a emissão de outorgas de radiodifusão, aprovar locais
e equipamentos, entre outros.
Antonik justifica que a lentidão na análise dos processos é prejudicial
não só para os radiodifusores, mas para o próprio órgão regulador e para
sociedade. Se os processos não forem analisados e aprovados de forma
célere, uma rádio ou uma TV podem ser autuadas porque as características
técnicas da empresa não correspondem ao que lhe foi autorizado
inicialmente, de acordo com o cadastro do Ministério. Por outro lado, o
pedido do radiodifusor que solicita a modificação - agora objeto da
autuação - destas características técnicas, está parado há anos no
órgão”, exemplifica.
Quanto ao cumprimento de normas relacionadas a conteúdo, como cotas de
comerciais, a agência irá apenas notificar os veículos de comunicação,
que apresentarão defesa ao Ministério das Comunicações. As sanções, no
entanto, continuam a ser analisadas e aplicadas pelo Ministério.
Para Antonik, a fiscalização do setor vai melhorar o sistema como um
todo. "A fiscalização é de extrema importância, pois a falta dela gera
um efeito danoso para o próprio setor, declara. “Faz com que aqueles que
praticam ‘a má radiodifusão’ se tornem mais ousados”, critica. “Por
outro lado, esta não pode ser uma ação isolada, deve estar acompanhada
do aparelhamento técnico, informático e, sobretudo, de pessoal do
Ministério”, afirma o diretor.
Até 2006, a Anatel tinha a atribuição de analisar todos os processos do
setor. Mas, o conselho diretor da agência decidiu naquele ano que o
assunto deveria ficar a cargo do Ministério das Comunicações. Uma
decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2009, entretanto,
entendeu que a Anatel é responsável pela fiscalização técnica do setor.
A ordem está prevista na Lei Geral de Telecomunicações.
15/06/2011
CCT do Senado aprova 22 novas concessões de rádio e TV

A
Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT) do Senado
aprovou, nesta quarta-feira (15), 22 concessões
para a exploração de serviços de radiodifusão em
diversos estados brasileiros. Os senadores
votaram as proposições em caráter terminativo.
As concessões aprovadas abrangem emissoras nas
cidades de Alcântara (MA), São Luís (MA),
Belágua (MA), Santa Inês (MA), Tefé (AM), Miguel
Alves (PI), Paulistana (PI), Caldas Novas (GO),
Gameleira de Goiás (GO), Santa Rita do Novo
Destino (GO), Araguapaz (GO), Terezópolis de
Goiás (GO), Itabira (MG), Itamonte (MG), Manhaçu
(MG), Rio Branco (AC), Porto Alegre (RS), Bom
Jesus da Lapa (BA), João Pessoa (PB), Vitória
(ES) e Nova Friburgo (RJ).
Os relatores dos projetos foram escolhidos antes
da aprovação do Ato Normativo nº 1, que impede
que projetos de outorga e renovação de concessão
sejam relatados por senador eleito pelo mesmo
estado na qual a emissora funcionará.
O presidente da CCT, senador Eduardo Braga
(PMDB-AM) disse que os pareceres oferecidos
pelos relatores seguem os princípios da
legalidade. “Esses projetos estavam todos
distribuídos anteriormente à aprovação do Ato
Normativo nº 1, portanto, são absolutamente
legítimos os relatórios aqui apresentados”,
afirmou.
Em maio, a Comissão aprovou uma série de novas
regras para analisar e votar concessões de
emissoras de rádio e TV. Entre as mudanças, está
a exigência de comprovação de capacidade
financeira por parte daqueles que estiverem
solicitando a concessão.
14/06/2011
MiniCom chama interessados para testar padrões de rádio digital

O
Ministério das Comunicações publicou, nesta
terça-feira (14), um chamamento público com o
objetivo de promover testes e avaliações em
sistemas de rádio digital, conforme metodologia
desenvolvida pela Anatel nos padrões IBOC
(norte-americano) e DRM (europeu). Os testes vão
durar seis meses e os interessados deverão
encaminhar manifestações, devidamente
fundamentadas, dirigidas ao MiniCom.
Os testes deverão ser feitos com sistemas de
rádio digital nas diversas faixas de frequência
das respectivas modalidades (OM, OT, OC e FM).
Ao final, os resultados serão analisados pelo
MiniCom para possível decisão sobre a adoção de
um dos dois sistemas pelo país.
Os testes deverão incluir a análise objetiva e
subjetiva do áudio; de interferências co-canais
e em canais

adjacentes;
de recepção do sinal em ambientes outdoor e
indoor; de medidas de ruídos na faixa OM, OC, OT
e FM; e de indicação do delay existente nos
sistemas. Além de soluções para emissoras de
baixa potência, com custo reduzido;
possibilidade da criação de novos modelos de
negócios, como a interatividade e a
multiprogramação; transferência de tecnologia
para a indústria brasileira de transmissores e
receptores; possibilidade da participação de
Instituições de Ensino e Pesquisa brasileiras no
ajuste e/ou melhoria dos sistemas de acordo com
a necessidade brasileira; e análise de custo
para implantação de uma emissora digital ou
adequação da emissora para transmissão do sinal
digital.
Faça a reserva do WRTH 2011 e
pague em até
12 vezes no cartão de crédito
10/06/2011
América Latina precisa de um canal com a Holanda
Por Wim A. E. Jansen*

Tudo
parece indicar que o governo holandês pretende
reduzir o orçamento da Radio Nederland em muito
mais do que era previsto. Trata-se de uma
decisão inapropriada e contraproducente.
Dolorosa para nosso público na América Latina,
mas também para a Holanda.
Aparentemente, a Holanda está se recuperando bem
da crise econômica internacional, mas o futuro
trará uma série de graves problemas: a idade
média dos cidadãos é muito superior à prevista
há 20 anos. Devido a isso, em um futuro próximo
as aposentadorias não poderão ser pagas, já que
um número decrescente de trabalhadores terá que
custear o benefício de cada vez mais
aposentados. Os gastos com saúde também excedem
todas as previsões.
Paralelamente, há vários países membros da União
Europeia com sérios problemas. São destinados
muitos milhões de euros a Grécia, Portugal e
Irlanda. Essas ajudas também beneficiam a
Holanda porque, caso esses países quebrem, o
euro desaba.
É compreensível que o governo holandês tente
cortar custos para poder conservar os serviços
sociais de seus cidadãos. Trata-se de um arrocho
de bilhões de euros e, naturalmente, a Radio
Nederland também tem que contribuir com seu
grãozinho de areia.
Há alguns dias, a direção da Radio Nederland
apresentou um plano para suspender as atividades
jornalísticas em holandês e fechar duas
retransmissoras de ondas curtas. Isso
significaria o desaparecimento de cem postos de
trabalho e uma redução de dez milhões no atual
orçamento anual de 46 milhões de euros.
No entanto, segundo uma notícia circulada na
imprensa essa semana, o governo holandês
reduziria drasticamente o orçamento da Radio
Nederland. Não ficaria nem sequer uma quinta
parte dos recursos. Isso quer dizer que não
apenas a existência do Departamento
Latino-Americano está em perigo: aparentemente
há quem creia que a Radio Nederland não é mais
necessária na América Latina, já que há
democracia em todo o continente. Certamente que,
como diretor do Departamento Latino-Americano,
não compartilho dessa opinião. Muito menos como
indivíduo.
Antes de assumir este cargo, em 1º de maio deste
ano, percorri a América do Sul e América Central
por seis meses em uma van, partindo da Terra do
Fogo, na Argentina, até a fronteira entre o
México e os Estados Unidos. Durante todo o
trajeto, os bate-papos com moradores locais me
confirmaram que, em muitas situações, a Radio
Nederland faz a diferença. A informação que
difundimos é imprescindível para que muitos
possam formar a própria opinião. Com essa
informação, não apenas se supera um atraso de
informação, mas também se reforça a democracia.
Durante essas viagens também ficou claro que,
graças às retransmissões de centenas de rádios
afiliadas e à página na internet, nossa Radio
Nederland é muito conhecida no continente. Os
empresários falam entusiasmados sobre o 'portal'
para a Europa que lhes oferecemos; políticos e
cidadãos estimam o alto grau dos 'valores
holandeses' por nós divulgados, como o respeito
aos direitos humanos, ao desenvolvimento e ao
direito internacional.
Não pode ser mera coincidência que, no ano
passado, a Holanda tenha sido o maior investidor
na América Latina, ficando apenas atrás dos
Estados Unidos e à frente da China e demais
países europeus.
Especialmente agora, que o governo holandês
decidiu fechar várias embaixadas na América
Central e América do Sul, o portal que a Radio
Nederland oferece é mais importante do que nunca
para a Holanda. Porque a importância econômica
do continente latino-americano é grande e só
tende a aumentar com o passar dos anos.
* Wim A. E. Jansen é diretor do Departamento
Latino-Americano da Radio Nederland
08/06/2011
Polícia e Anatel fecham sete rádios piratas em Alagoas

A
Polícia Federal e a Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) fecharam sete rádios que
funcionavam clandestinamente em Maceió e Santana
do Ipanema, em Alagoas. Os agentes da ação
cumpriram os mandados de busca e apreensão nesta
terça-feira (7). Os documentos foram expedidos
pela 2ª Vara Federal de Maceió.
As emissoras fechadas em Maceió foram Rádio
Estúdio FM 103,01 e Rádio 97,1 FM, localizadas
no bairro do Clima Bom; Rádio ABA FM 87,9
localizada no Conjunto Joaquim Leão, no Vergel
do Lago; Rádio Litoral FM 95,5 e Rádio Mar Azul
FM 91,5, ambas na Avenida Siqueira Campos; Rádio
Missionária FM 93,5 Mhz, no Conjunto Graciliano
Ramos. Já em Santana do Ipanema, foram lacradas
a Rádio 104 FM – 104,9 Mhz e a Tropical FM.
O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, elogiou
a ação da polícia. “As rádios clandestinas, além
de colocarem em risco os serviços de segurança e
de proteção de vôos, prejudicam a atividade das
rádios legais. Além disso, o espectro
radioelétrico é um bem público e deve ser
preservado”, disse.
No momento das apreensões, a Rádio 97,1 FM e a
Missionária FM 93,5 Mhz estavam em
funcionamento. Por isso, foi lavrado um Termo
Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os
responsáveis na sede da Polícia Federal em
Alagoas. Eles foram liberados após serem ouvidos
e terem assumido a responsabilidade de
comparecer à Justiça quando convocados. Os
demais materiais apreendidos foram encaminhados
à Polícia Federal.
O uso não autorizado de radiofreqüência e
atividades clandestinas de telecomunicações são
crimes previstos na Lei Geral de
Telecomunicações. Operações de estações que
funcionam sem autorização e interferências devem
ser denunciadas à Anatel, responsável pela
fiscalização das atividades ilegais do setor.
Denúncias podem ser feitas na Central de
Atendimento da Anatel, pelo número de telefone
1331, de segunda à sexta-feira, das 8h às 20h.
Faça o pedido de PRÉ-VENDA do WRTH 2012 e
pague em até
12 vezes no cartão de crédito
01/06/2011
RTP suspende provisoriamente emissões da RDP Internacional na Onda
Curta a partir de 1 de junho

A
RTP decidiu suspender provisoriamente, para avaliação, as emissões
da RDP Internacional na Onda Curta, a partir do dia 1 de junho.
Esta decisão teve por base um conjunto de fatores como a diminuição
dos ouvintes servidos por esta plataforma de distribuição, os custos
acrescidos dos últimos anos e as necessidades de investimentos para
melhoria das estações.
Esta situação não inviabiliza a captação das emissões da RDP
Internacional pelos ouvintes, uma vez que esta é assegurada através
de satélite, cabo, DTH e internet. Encontrando-se desta forma uma
alternativa, com menores custos e maior qualidade de emissão, que
serve a esmagadora maioria dos ouvintes da RDP Internacional.
A decisão agora tomada pela RTP enquadra-se numa tendência mundial
seguida por vários operadores, que têm optado por uma diminuição ou
mesmo pelo fim das emissões de Onda Curta.
Assim, após consulta prévia à Anacom, a partir de dia 1 de junho a
RTP suspende provisoriamente, para avaliação, as emissões da RDP
Internacional na Onda Curta. No final deste período, serão avaliadas
as consequências e será tomada uma decisão definitiva.
Esta medida, pelo seu carácter temporário, não representa qualquer
alteração ao contrato de Concessão do Serviço Público de
Radiodifusão Sonora vigente.
REDE BASE: 6 SATÉLITES
O serviço nestes satélites é de recepção livre (sinal não
codificado)
------------------------------
EUROPA
HOTBIRD 8 – (Banda Ku, DIGITAL)
Cobertura: Europa
Posição Orbital: 13º Este
Frequência: 10,723MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
Symbol Rate: 29,900 Ms/s
PID Vídeo: 1003
PID Áudio: 1203
PID Teletexto: 1103
Som RTPi: estéreo
Emissão Rádio:
PID RDPi (estéreo): 1230
PID Antena 1 (mono): 1235
Teletexto: disponível
------------------------------
ÁSIA
ASIASAT 5 – (Banda C, DIGITAL)
Cobertura: Ásia e Oceânia
Posição Orbital: 100.5 Este
Frequência: 4000 MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
S. Rate: 28.125 Ms/s
Som RTPi: Estéreo
Emissão Rádio: RDPi (estéreo) e Antena 1 (mono)
Teletexto: disponível
------------------------------
ÁFRICA
INTELSAT 907 (Banda C, DIGITAL)
Cobertura: África
Posição Orbital: 332,5º Este
Frequência: 3841 MHz (RTPi)
Polarização: RHCP
Symbol Rate: 10850
FEC: 3/4
PID Vídeo RTPi:101
PID Audio RTPi: 201
PID Teletexto RTPi: 301
PID RDPi:413
PID Vídeo RTP África:102
PID Audio RTP África:202
PID Teletexto RTP África:302
PID RDP África:412
PID ANTENA 1:411
Teletexto: disponível
------------------------------
AMÉRICA
INTELSAT 805 – (Banda C, DIGITAL)
Cobertura: Américas
Posição Orbital: 55,5º Oeste / (304,5º Este)
Frequência: 4080 MHz
Polarização: Vertical
FEC: ¾
Symbol Rate: 4,340 Ms/s
PID Video: 103
PID Áudio: 203
PID Rádio RDPi: 413
TELSTAR 14/ESTRELA DO SUL 1 (Banda ku, DIGITAL)
Cobertura: Brasil
Posição: 63 graus Oeste (63o W)
Frequência de Descida: 11.832,00MHz
Polarização: Horizontal
FEC: 2/3
Symbol Rate: 3.200Msps
PID VÍDEO/PCR: 256 (CANAL RTPI)
PID PMT: 257
PID ÁUDIO 1: 258 (CANAL RTPI)
PID ÁUDIO 2: 268 (CANAL RDPI)
Galaxy 19 – (Banda Ku, DIGITAL)
Cobertura: América do Norte, América Central e Hawai
Transponder:20
Posição Orbital: 97º Oeste
Frequência: 12 059,5 MHz
Polarização: Horizontal
FEC: ¾
Symbol Rate: 22.000 kSymbols/s
SID:1
PMT:1001
PID Vídeo: 2001
PID Áudio: 3001
PID Áudio RDPi Rádio: 4001
Para informações complementares:
Tel.: +351 21 794 76 21 / +351 21 382 02 26
Fax: +351 21 382 00 98
E-mail:
gabinete.tecnologias@rtp.pt
Carta:
RTP - Rádio e Televisão de Portuguesa SA
Direcção de Engenharia e Infraestruturas
Gabinete de Monitorização e Controlo de Espectro
Av. Marechal Gomes da Costa, 37, 1ºA
1849 - 030 Lisboa
30/05/2011
MiniCom coloca na internet todos os dados de outorga

A
Secretaria de Comunicação Eletrônica do
Ministério das Comunicações coloca na internet
todos os dados referentes à outorga de
radiodifusão no país. A partir de hoje, a
população poderá consultar o cadastro de rádios
e TVs, comerciais, educativas e comunitárias, e
verificar a composição acionária de cada uma,
por Estado ou município.
Segundo o ministro das Comunicações, Paulo
Bernardo, o governo tinha compromisso com as
comissões de Ciência, Tecnologia e
Telecomunicações da Câmara e do Senado para que
se desse conhecimento aos dados de outorgas da
radiodifusão. “Com esta divulgação ampla”,
destacou Bernardo, “avançamos na transparência e
acreditamos que a sociedade poderá nos ajudar na
fiscalização do setor”.
O secretário de Comunicação Eletrônica, Genildo
Lins, esclarece que vários procedimentos para a
concessão de outorga estão sendo revistos.
Atualmente, para participar de uma licitação, o
interessado deve depositar 1% do valor da
outorga, seja de rádio ou de TV. A partir das
novas licitações, o valor do pagamento será de
20% e será exigido o pagamento integral da
outorga no ato da assinatura do contrato.
Atualmente, o licitante paga 50% do valor e o
restante é pago um ano depois.
De acordo com Genildo, apenas depois de pago e
assinado o contrato, o ato de outorga será
encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação
dos parlamentares. Caso o Congresso não aprove a
outorga, o dinheiro deverá ser devolvido,
corrigido pela Selic. Hoje, o processo é
inverso: o ato é primeiro encaminhado ao
Congresso e só no retorno o ganhador da outorga
paga o contrato.
Dados gerais
De acordo com os dados gerais apresentados pela
Secretaria de Comunicação Eletrônica, há hoje no
Brasil 9.912 emissoras licenciadas para executar
serviços de radiodifusão entre comerciais e
educativas.
Das comerciais, são 1.484 rádios FM; 66 operando
em ondas curtas; 1.582 em ondas médias; 6.186
Retransmissoras de TV; 270 geradoras de TV e 21
outorgas de TV digital.
Das educativas, são 156 rádios e 71 TVs, somando
230 emissoras educativas no país.
http://www.mc.gov.br/radiodifusao/dados-de-outorga
é a página com dados sobre outorgas.
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pague em até
12 vezes no cartão de crédito
24/05/2011
CCTCI aprova a flexibilização do programa A Voz do Brasil

A
Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI)
da Câmara aprovou na última terça-feira, por unanimidade, o projeto
que flexibiliza a transmissão do programa a Voz do Brasil (PL
595/03). O texto aprovado é o substitutivo do deputado José Rocha
(PR-BA). Pela proposta, as rádios ficam liberadas para transmitir o
programa oficial dos três Poderes com início entre 19h e 22h. Hoje,
o programa é transmitido obrigatoriamente das 19h às 20h.
O PL será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo
Plenário da Casa.
No caso das emissoras públicas, mantém-se a obrigatoriedade de
início às 19h. Pelo texto, o Poder Executivo poderá autorizar as
emissoras a não transmitirem o programa em caso de catástrofes. Além
disso, a proposta cria uma exceção para quando estiver acontecendo
sessão deliberativa no Legislativo neste horário. Neste caso, será
permitido transmitir o programa com a mesma flexibilidade que as
emissoras privadas.
Segundo o presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, há mais de
sete anos o setor de radiodifusão luta pela flexibilização.
“Conseguimos dar um passo importante. A flexibilização aumentará a
audiência do programa da Voz do Brasil, ao mesmo tempo que permitirá
às emissoras prestarem informações de grande utilidade ao cidadão,
por exemplo, sobre trânsito, no final do dia”, afirma o presidente.
23/05/2011
Fundador da Family Radio erra data do fim do mundo pela segunda vez

Chegamos
ao dia 22 de maio de 2011 e constatamos que Harold Camping, 89 anos,
fundador da Family Radio, errou pela segunda vez a sua predição do
fim do mundo, anunciado mundialmente para o dia 21 de maio de 2011.
A primeira predição de Harold Camping para o fim do mundo foi para o
dia 6 de setembro de 1994. No dia seguinte, Harold Camping, na época
com uma fortuna de US$ 8 milhões disse que havia errado os cálculos.
Não sabemos qual a desculpa que ele dará por ter falhado em sua
previsão pela segunda vez, mas sabemos que o mesmo inicia o dia 22
de maio de 2011 com um patrimônio estimado em US$ 72 milhões. Harold
Camping é proprietário da Family Radio, que somente em 2010 faturou
US$ 120 milhões através de doações dos ouvintes. A emissora tem 66
afiliadas somente nos EUA e transmite em 40 idiomas através das
Ondas Curtas.
Um Pastor da Igreja Batista do Sul, pediu para que Harold Camping
venha a público "pedir desculpas e se arrepender
de suas falsas predições". Para ele a única coisa que sofreu
arrebatamento foi "o dinheiro que os ouvintes da Family Radio doaram
em prol da divulgação do predito fim do mundo em 21 de maio de
2011." Muitos destes ouvintes, que doaram tudo que tinham, iniciaram o dia 22 de maio de 2011 sem
emprego, comida e muitos sem ter nem onde morar.
Sobre Harold Camping
Harold Egbert Camping (19 de julho de 1921) é um apresentador de
rádio e televisão dos Estados Unidos, famoso por suas interpretações
pessoais da bíblia e doutrinas cristãs, além de sua voz
diferenciada. É proprietário e presidente da Family Stations, Inc.,
uma rede de rádios, principalmente em frequência modulada,
prostestantes. É graduado em engenharia civil com bacharelado em
ciência pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Em 1992
publicou um livro chamado 1994?, dizendo que Jesus voltaria em
setembro desse ano. Sua mais recente profecia dizia que o mundo
acabaria em 21 de maio de 2011.
Sobre a Family Radio
Family Radio Inc., com sede em Oakland, Califórnia, EUA, é uma
estação de rádio criada por Lloyd Lindquist e Harold Camping. A rede
é composta principalmente de rádio FM com emissoras comerciais e
retransmissoras, com algumas AM e duas emissoras de televisão, além
de WYFR ondas curtas em Okeechobee, na Flórida. A rede produz
programação em mais de 40 idiomas. A sede brasileira da Family Radio
fica no bairro de Nova Gameleira, em Belo Horizonte.
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20/05/2011
Family Radio anuncia fim do mundo para dia 21 de maio de 2011

O
grupo cristão evangélico americano Family Radio comprou dezenas de
outdoors nas principais cidades dos Estados Unidos e Canadá para
anunciar que o Dia do Juízo Final será no dia 21 de maio. Desta
forma, Family Radio, um grupo evangélico cristão com sede na
Califórnia, lançou uma campanha mundial na qual adverte que só os
verdadeiros crentes se salvarão.
Em seu site, assim como nas ruas, Family Radio adverte que "O Dia do
Juízo Final é o dia 21 de maio de 2011. A Bíblia garante."
Segundo o grupo, o presidente da Family Radio, Harold Camping,
chegou à conclusão que o fim do mundo será em 21 de maio de 2011
após estudar a Bíblia e porque é exatamente 7 mil anos depois do
episódio que Noé se salva do Dilúvio Universal, segundo o texto
religioso.
"A Sagrada Bíblia dá mais provas incríveis que no dia 21 de maio de
2011 é exatamente o momento do Juízo Final" acrescenta no site do
grupo. Family Radio considera que os não crentes sofrerão um
poderoso terremoto que provocará vários meses de caos na Terra.
Acesse aqui o site do grupo evangélico americano (em portugûes) e
confira as provas - segundo eles - de que o dia do Juízo Final está
mais próximo do que esperávamos:
http://worldwide.familyradio.org/pt/
19/05/2011
Diretor de tecnologia da Abert reafirma importância da digitalização
do rádio

O
rádio digital foi um dos temas discutidos durante o evento Brasil
Rádio Show, que se encerrou nesta quinta-feira, em São Paulo. O
diretor de tecnologia da Abert, Ronald Barbosa, participou da mesa
“Viva o Rádio Digital”, que também contou com a presença do assessor
especial da Casa Civil da Presidência da República, André Barbosa.
O diretor da Abert afirmou que o governo precisa decidir o padrão a
ser adotado para a transição tecnológica. Ele disse ainda que
algumas emissoras brasileiras já transmitem em caráter experimental
sua programação com a nova tecnologia, seja com o HD Rádio (EUA) ou
DRM (França). “Nós sabemos que a velocidade para decidir um padrão é
incompatível com a aceleração tecnológica que vemos no mundo. Basta
olhar como os celulares começaram, até chegar ao nível dos
smartphones e tablets”, afirmou.
O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, anunciou que será
proposta na Câmara dos Deputados a criação de um Comitê de
Desenvolvimento do Rádio Digital, similar ao da TV. “Precisamos nos
espelhar na experiência exitosa da TV digital, cujo fórum reúne
desde 2006 todo segmento da indústria, universidades e
radiodifusores, para dialogar sobre temas e interesses complexos. O
amálgama de divergências permitiu a construção de um sistema ideal,
e o mesmo deve ser feito no rádio”, argumenta.
O gerente de Tecnologia do Sistema Globo de Rádio, Marco Túlio, que
também participou do debate, afirmou que a experiência da CBN com o
padrão norte-americano e o DRM mostrou que os dois sistemas são
muito parecidos. Outra conclusão foi que o rádio AM não pode ser
atendido com qualidade por ambos. Já o professor e doutor em
comunicação pela UMESP, Flávio Archangelo, chamou a atenção para o
problema dos royalties. “A digitalização precisa trazer incremento
de informação e conteúdo para o radiodifusor. Tecnologias de
comunicação não são só questões comerciais, elas precisam estar
abertas para o uso de universidades e da sociedade de maneira
geral", disse.
Assessoria de Comunicação da Abert
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12/05/2011
Ministério das Comunicações arquivará processos com prazos vencidos

O
Ministério das Comunicações adotou um novo sistema para tramitação
de processos do setor de radiodifusão. A
partir de agora, serão arquivados todos os procedimentos cujo prazo
para o atendimento de determinada exigência tenha transcorrido sem
manifestação.
Antes, as emissoras de rádio e de televisão podiam retomar o
andamento de uma demanda com data expirada. Mas, com a mudança, os
procedimentos antigos serão arquivados e o radiodifusor terá de
requerer abertura de um novo processo, caso queira dar seguimento à
matéria de seu interesse.
De acordo com o diretor de Assuntos Legais da Abert, Rodolfo Machado
Moura, a medida é positiva, pois pode dar maior agilidade ao
andamento dos processos. Mas, o radiodifusor deve ficar atento,
adverte Moura, pois o órgão poderá aplicar sanções nos casos em que
o processo prevê penalidades pelo não cumprimento da exigência.
“A nova medida é positiva porque poderá dar maior rapidez aos
processos. Há muitos procedimentos parados no Ministério”, afirma
Moura. “No entanto, esperamos que não só as emissoras, mas que o
órgão cumpra os prazos e
preste um serviço adequado às necessidades das emissoras”, diz.
Desde março deste ano, o Ministério das Comunicações adota medidas
em sua estrutura interna para dar maior agilidade aos processos. A
meta é liquidar o volume de demandas antigas em um ano e meio.
Atualmente, o órgão acumula cerca de 35 mil pedidos.
Uma das mudanças que anunciadas no começo da gestão de Paulo
Bernardo foi a emissão de licenças de radiodifusão sem o aval do
ministro. Outra modificação definiu em detalhes as atribuições dos
departamentos de Outorga, de Acompanhamento e Avaliação e de
Engenharia de Outorgas. Antes, as competências eram estabelecidas de
forma generalizada para todos os departamentos.
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05/05/2011
1922: Instalado o primeiro rádio em um carro

No
dia 5 de maio de 1922, pela primeira vez um automóvel – um Ford
modelo T – foi equipado com um rádio. O que a princípio parecia
excêntrico, em cinco anos tornou-se produção em série.
Duas importantes invenções do mundo moderno aconteceram quase
simultaneamente. O automóvel existia há algumas décadas e Henry Ford
havia começado sua produção em série no começo do século.
A técnica do rádio, no entanto, ainda estava sendo desenvolvida
quando, em 1922, George Frost sentou-se confortavelmente em seu
modelo T, deu a partida e ligou o rádio. Um gesto que entrou para a
história.
Hoje mal se pode imaginar um carro sem rádio. O jovem estudante de
18 anos e presidente de um radioclube pode, entretanto, não ter sido
o primeiro na invenção, como conta um porta-voz da Ford em Colônia:
"Como nesta época houve vários que adaptaram um receptor no seu
carro, é difícil dizer quem foi o primeiro, mas oficialmente Frost é
considerado seu inventor".
Dos gigantescos aos removíveis
Nos seus primórdios, o autorádio ocupava tanto espaço que, se o
automóvel tivesse dois bancos, os de trás seriam tomados pelo rádio
e a antena.
Hoje, os modelos são cada vez mais compactos e versáteis. Além de
música e informação, os modelos mais avançados já oferecem sistema
de navegação, telefone e internet. Avanços que tornam o autorádio um
objeto cada vez mais cobiçado pelos ladrões.
Mas também esse problema foi resolvido pela indústria, com
autorádios cada vez menores e de painel removível. Um conforto,
desde que não seja esquecido em casa.
Dirk Ulrich Kaufmann (rw)
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22/04/2011
Jáder de Oliveira por Ivan Lessa

Jader
chegou a Londres em setembro de 1968. Eu estava aqui há um mês.
Durante os 43 anos de nossa amizade, sempre que podia eu dava um
jeito de encaixar no papo minha condição de veterano. "Você é novato
por aqui não pegou a Londres de agosto de 68" é um exemplo.
Jader nasceu no dia 22 de dezembro de 1934. Eu em maio de 35. Outra
que virou obrigação para mim. Qualquer coisa que eu queria saber
mandava lá, "Jader, você que é muito mais velho do que eu, me conta
como foi a chegada do Zepelim no Brasil." Do outro lado da linha,
vinha a gargalhada gostosa do Jader. Sempre. Um rir que mais de uma
vez eu disse que se ele conseguisse engarrafar acabaria rico.
De uns anos para cá nossos encontros eram apenas pelo telefone. Ele
morava num canto da cidade, eu noutro. Mas todas as semanas batíamos
ponto. Cansei de enviar filmezinho do YouTube daqueles que
chamávamos "nossos cantores".
Futebol, rádio, música popular (com ênfase na brasileira) de
qualidade, viesse de onde viesse, muito tango, bolero, choro. A mãe
do Jader tocava, e muito bem, ao que parece, bandolim. Quantas
pessoas você conhece cuja mãe tocava bandolim? E bem?
Pelo menos uma vez por mês, um de nós tinha uma dúvida: quem gravou
isso? Como é a letra daquela marchinha? Jader vivia me fazendo
perguntas sobre isso e aquilo outro, ligado a passadismos. Como ele,
eu estava noutra. Década, com certeza.
Jader, entre um desfile de qualidades, tinha um ouvido excepcional.
Escutava uma vez uma música e saía cantando. Perguntei se quando
garotão tinha discoteca. Ele: "Nada. Pegava no rádio".
Jader amava rádio. Achava que televisão (não era a dele) ou até
mesmo a informática não chegavam aos pés do que foram as nossa
rádios: Nacional, Tupi, Mayrink. Todas. Era outra das figurinhas que
faziam parte de nosso eterno bafo-bafo.
Jader sabia de tudo e de todos que tinham a ver com rádio. Seus
jingles, seus comerciais. Do mais modesto locutor (Jader foi um
excelente "espica", como se dizia) à mais vedete das cantoras. Nem
falemos de conjuntos vocais. Das imitações do Jader de Orlando Silva
e Cyro Monteiro. Mais, forçando a barra, as quatro vozes de um
conjunto vocal, outra paixão mútuas nossa.
O jogo não cansou durante mais de quatro décadas. Mineiramente,
"causos" e mais "causos"contados pelo Jader. Belo Horizonte, a Belô
dos anos 50, está magnificamente captada no, uma lástima, único
livro que escreveu, No Tempo Mais que Perfeito.
Está tudo lá. Um livro com gente andando, trabalhando, namorando e,
mais importante, sentada no botequim contando histórias. Prestando
atenção, dá para se ouvir até hoje a risarada. Comprem o livro,
abram e confiram. Tem Mate-Couro, Phymatosan e Leo Belico.
Conforme diz o Jader na apresentação daquilo que, no decorrer de sua
feitura - levou tempo, hem? gozava eu - ele mesmo chamava de
"catatau", uma palavra do tempo do onça, conforme são as melhores
palavras: "não se trata de uma tentativa de resgatar o passado
histórico da cidade: simplesmente o relato, numa linguagem
jornalística de como vivíamos, o que fazíamos, o que acontecia e com
que sonhávamos.
Um reexame da linha do tempo que percorremos obedecendo a súbitas e
indisciplinadas variações da memória." E no último parágrafo, de uma
só linha, "... o túnel da memória continua infinito." Pura verdade.
Jader emprega "simplesmente" para se referir ao - não consigo deixar
de chamar pelo seu codinome - catatau. Comigo, não violão. Uma
bobagem que também vinha no bolo das figurinhas bafo-bafadas:
expressões antigas.
O danado do Jader ainda tinha tempo de ler e ler bastante. Só do
melhor. Vivia citando Eça de Queiroz e o Camões de "... a grande dor
dascousas que passaram...". Música, muita música. Cantada. Lucho
Gatica, Jean Sablon, Sílvio Caldas. Tinham de ser bons. E eram.
Fomos duas vezes ver aqui o Billy Eckstine. Em 1969 e em 1983. Era,
como eu, fã de carteirinha de Mr. B.
Nunca ouvi Jader falar mal de ninguém. Ou reclamar. Não cultivava o
sossego, este é que o cultivava. Sempre orgulhoso dos filhos Marcelo
e Eddie, talentosos e bem sucedidos feito ele, e nunca se cansando
de adorar, como num tango de Discepolin, sua mulher argentina, Nelly.
A Argentina era outra paixão sua. Como o quintal de sua casa em
Cobham, no condado de Surrey.
Se fez falta quando deixou a BBC e virou, ao menos para mim, um
Jader ao telefone, que dizer agora, com quem falar, menos de 48
horas depois que pegou o boné (não levem a mal, Jader entenderia
perfeitamente o uso beirando o inapropriado) e se mandou?
Como disse um amigo comum em bilhete eletrônico para mim: "Jader era
um sujeito em paz com a vida". Nada mais verdadeiro. Sem ele, ficou
bem mais difícil seguir o exemplo.
IVAN LESSA
COLUNISTA DA BBC BRASIL
21/04/2011
Jáder de Oliveira lembra "Estação de Londres"

Em
1968, quando cheguei a Londres trazido pela BBC, a Inglaterra
parecia infensa ao torvelhinho da política internacional, marcado
pela primavera de Praga e todos os desdobramentos que açulavam a
guerra fria e comprometiam a autoridade soviética.
Muito ao contrário das aflições no Leste Europeu, a minissaia criada
por Mary Quant, a pílula anticoncepcional e seu reconhecido
corolário, a sociedade permissiva, pareciam fazer a cabeça da
juventude do mundo inteiro.
Os Beatles eram os personagens mais importantes dessa reverência.
Londres havia mudado a imagem de cidade cinza e fria, passando a ser
o epicentro do abalo comportamental que tocaria na escala máxima, se
houvesse uma forma de medi-lo.
Eu me lembro muito bem. Fui o último a chegar, dos três que a BBC
contratou no Brasil, naquele ano: dois vindos do Rio, o Ivan Lessa e
o Antônio Carré, e eu, de Belo Horizonte. Cheguei no sábado de um
setembro chuvoso, assinalando o outono muito frio, que começou uma
semana depois.
Era o meu segundo desembarque em Londres. Viemos, os três,
espontaneamente, deixando para trás um Brasil afogado em doridos ais
do regime militar, que ingenuamente achava ser capaz de ficar para
sempre no poder. Não ficou o regime brasileiro, nem o soviético, ou
qualquer outro regime de exceção. Parecia que ninguém lia ou queria
ler livros de história.
A BBC tinha uma hospedaria, um hostel, bem no centro da cidade, na
Cavendish Street, onde vivi seis meses, enquanto procurava
apartamento para morar. Retardei a procura porque o hostel era muito
divertido para um homem ainda solteiro, deslumbrado com a maioria
feminina que o ocupava.
Além disso, da Cavendish Street a Bush House, a sede do World
Service da BBC, a caminhada de não mais de vinte minutos era muito
salutar.
Àquela altura, quando as transmissões para o Brasil tinham meros 30
anos, não existia melhor fonte para quem quisesse saber dos
acontecimentos no país governado por generais-ditadores. A censura
feroz, como convém a todo regime ditatorial, não nos atingia. Os
nossos índices de audiência podiam ser comparados aos registrados na
Segunda Guerra Mundial, se já houvesse, em 1938, ibopes para
apurá-los.
Os cuidados na cobertura dos fatos asseguravam notícias corretas e
isentas, mas, ainda assim, as reclamações oficiais se repetiam. Foi
desta forma que conheci Bush House, em 1968.
Badaladas do Big Ben
Éramos apenas onze na equipe encarregada de colocar no ar, todas as
noites, duas horas e quinze minutos de programação. Íamos ao ar às
19 horas, no horário de Brasília.
Os novatos, como eu, já ao final de uma semana, sabiam de cór a
abertura imutável, que se seguia às badaladas do Big Ben: estação de
Londres da BBC. Estamos iniciando mais uma transmissão para o Brasil
nas faixas de 19, 25, 31 e 49 metros. Boa noite ouvintes. Com vocês
Jader, ou Ivan, ou Carré – quem quer que estivesse escalado.
Apresentávamos três noticiários, cada um de dez minutos. E dois
comentários de não mais de quatro minutos cada um. Ao vivo as
notícias e os comentários; os programas eram gravados durante o dia.
A redação era certamente muito diferente da que existia em 1938,
quando a BBC começou a transmitir para o Brasil, com o fito de
neutralizar a propaganda nazista. Naquela época, tudo ia ao ar na
hora, sem a preocupação de leituras escorreitas que as gravações
asseguram.
A Alemanha de Hitler foi o primeiro país a vislumbrar a importância
da onda curta e a BBC a primeira a entrar no que se chamou, então,
de guerra da propaganda. Mas nós nunca fomos combatentes desta
guerra. Agíamos sob a orientação coerente das notícias baseadas em
fontes seguras (a mais importante, o próprio correspondente da BBC)
e bem verificadas.
A onda curta morreu sem necrológios, sem lamentos, sufocada pela
internet. Saudosistas continuam achando que foi uma morte prematura,
desnecessária. Talvez eles estejam certos.
(*) Jáder de Oliveira Trabalhou na BBC Brasil de 1968 a 1999
Fonte: BBC Brasil
21/04/2011
Morre na Inglaterra o jornalista Jáder de Oliveira

O
jornalista Jáder de Oliveira morreu na quarta-feira na Inglaterra,
aos 76 anos de idade, após uma batalha contra o câncer.
Correspondente internacional na Grã-Bretanha desde 1968, Jáder
trabalhou por 31 anos na BBC Brasil, antes de assumir o posto de
correspondente da GloboNews, onde atuou nos últimos anos.
Amigos e colegas descreveram Jáder de Oliveira como um profissional
equilibrado, uma referência no jornalismo internacional e esportivo,
duas áreas a que se dedicou inteiramente nas suas mais de quatro
décadas baseado na capital britânica.
“Jáder de Oliveira era sinônimo de jornalismo responsável,
ponderado, lúcido”, diz o diretor da BBC Brasil, Rogério Simões, que
conheceu Jáder nos anos 90. “Eu era correspondente da Folha de
S.Paulo em Londres, e seu trabalho pela BBC na época era uma
referência para mim. Ele conhecia como poucos a vida na
Grã-Bretanha, o cenário político e econômico.”
O jornalista Lucio Mesquita, ex-diretor da BBC Brasil, lembra que o
então colega tornou-se extremamente conhecido entre o público
brasileiro. "Era comum eu visitar o Brasil em nome da BBC e
encontrar ouvintes e jornalistas perguntando pelo 'Jáder da BBC de
Londres', devido à sua popularidade."
Mesquita também considera o trabalho de Jáder como de grande
importância para a expansão da BBC no Brasil, por meio de parcerias
com rádios locais. "Ele foi um dos pioneiros da BBC quando a
organização buscava mais impacto no Brasil através de boletins
enviados para emissoras brasileiras, reforçando sua popularidade
como o principal jornalista da BBC Brasil na época."
Esporte
Natural de Minas Gerais, Jáder de Oliveira iniciou sua carreira no
Serviço Brasileiro da BBC em setembro de 1968, um mês depois da
chegada a Londres do jornalista e escritor Ivan Lessa, de quem
tornou-se amigo pessoal.
Em um período em que a atividade jornalística no Brasil era limitada
pela censura imposta pelo regime militar, Jáder tornou-se uma das
vozes mais importantes vindas do exterior para o Brasil.
A partir de Londres, cobriu as principais áreas do noticiário, mas
seu maior interesse era pela cobertura esportiva, que incluiu
Fórmula 1 nos tempos de Emerson Fittipaldi e as campanhas da Seleção
Brasileira na Europa.
No final dos anos 90, Jáder foi peça fundamental num esforço para
garantir a sobrevivência do Serviço Brasileiro da BBC, em uma época
em que as transmissões da corporação em línguas estrangeiras sofriam
drásticas reduções orçamentárias. Diante da ameaça de corte, ele
obteve apoio formal de deputados brasileiros ao serviço, mensagem
que foi então passada ao comando do Serviço Mundial da BBC.
Rádio

Apesar
da sua dedicação ao conteúdo jornalístico, sempre tratado por ele
com rigor e a precisão, Jáder de Oliveira era apaixonado por uma
forma específica de se apresentar a notícia: o rádio. Grande
conhecedor do meio, Jáder produziu e apresentou uma série especial
para a BBC Brasil sobre a história do rádio brasileiro.
Ao apresentar o início da série, antes de falar dos profissionais
que introduziram o rádio no país, ele disse: "Hoje no Brasil, dentre
todos os veículos de comunicação de massa, o rádio é sem dúvida o
mais imediato. Mas, para chegar até os dias de hoje, muita coisa
aconteceu. E não poderíamos deixar de lembrar, nesta série que se
inicia, dos pioneiros que trouxeram para o Brasil o veículo de
comunicação sem fio."
“Jáder tinha pleno domínio da linguagem do rádio, sua voz passava
tranquilidade e ao mesmo tempo mostrava autoridade sobre a
informação. Era um meio no qual ele se sentia completamente à
vontade”, lembra Rogério Simões.
Mesmo enfrentando o câncer, Jáder de Oliveira continuou trabalhando
e encontrando colegas em compromissos profissionais até poucos meses
antes de sua morte.
Além de BBC e GloboNews, sua carreira em Londres reuniu colaborações
com inúmeros outros veículos brasileiros, como o jornal Correio
Braziliense e a rádio CBN. Ele deixa esposa e dois flhos.
Fonte: BBC Brasil
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pague em até
12 vezes no cartão de crédito
13/04/2011
RTP pede "suspensão temporária" da RDP Internacional em Onda Curta

A
RTP pediu ao Governo a "suspensão temporária" das emissões da RDP
Internacional em Onda Curta após uma avaliação devido ao reduzido
número de ouvintes e aos custos acrescidos, disse à Lusa fonte
oficial da empresa.
"A análise teve por base vários fatores: o cada vez menor número de
ouvintes servidos por esta plataforma de distribuição, os custos
acrescidos dos últimos anos e o aumento das necessidades de
investimento", afirmou a mesma fonte, acrescentando que "as estações
de Onda Curta estão velhas e a precisar de substituição".
Por outro lado, prosseguiu, "as emissões da RDP Internacional podem
ser asseguradas alternativamente através de satélite, cabo ou DTH e
Internet, com menores custos e maior qualidade, servindo a
esmagadora maioria" dos ouvintes da RDP Internacional.
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07/04/2011
Concurso da Deutsche Welle vale viagem à Alemanha

Inscreva
seu trabalho (texto, vídeo, áudio ou ensaio fotográfico) até 30 de
abril. O autor da melhor reportagem e seu professor responsável
ganharão uma viagem à Alemanha para participar do Global Media Forum
em junho.
O mundo se tornou um complexo mercado global de bens materiais,
ideias e notícias, no qual as vantagens e as desvantagens do
processo de globalização representam os dois lados de uma mesma
moeda. Se, por um lado, a globalização cria oportunidades de
garantir o respeito aos direitos humanos, por outro, ela põe em
risco os direitos fundamentais do indivíduo.
Por isso, organizações nacionais e internacionais exigem cada vez
mais que os seres humanos, suas demandas e direitos ocupem o centro
da discussão – conforme postula a Convenção de Direitos Humanos das
Nações Unidas (ONU).
Mas mesmo especialistas têm dificuldade em compreender como diversos
fatores interagem entre si. Aí é que a mídia assume um papel
fundamental de explicar, gerar transparência e aumentar a
consciência pública. Os próprios profissionais de comunicação
tornam-se elementos importantes da globalização, sujeitos a
imperativos econômicos, políticos e culturais.
Se você é estudante de comunicação e gostaria de prestar sua
contribuição para este debate, participe do concurso da Deutsche
Welle.
Inscreva seu trabalho (texto, vídeo, áudio ou ensaio fotográfico)
até o dia 30 de abril.
O autor da melhor reportagem e seu professor responsável ganharão
uma viagem à Alemanha para participar do Global Media Forum da
Deutsche Welle!
Como se inscrever
Podem concorrer alunos de cursos de graduação e pós-graduação de
faculdades de Comunicação, como Rádio e TV, Jornalismo, Cinema,
Multimídia, Publicidade e Propaganda e afins.
Os participantes devem inscrever reportagens de sua própria autoria
e em língua portuguesa, relacionadas com direitos humanos, através
do formulário eletrônico disponibilizado no site www.dw-world.de/concursogmfbrasil.
Podem ser apresentados, por exemplo, projetos, iniciativas ou
campanhas relacionadas ao tema, ou mesmo abordagens mais amplas,
enfocando aspectos como moradia, condições de trabalho, acesso a
saúde e educação, guerras e conflitos étnicos ou liberdade de
expressão.
As reportagens em texto podem ter até 5 mil caracteres. Vídeos podem
ter no máximo 180 segundos de duração e poderão ser entregues nos
formatos AVI, WMV, 3GPP, MOV, FLV, MP4, ASF, MPG ou ASX. Reportagens
em áudio também devem ter até no máximo 180 segundos de duração.
Ensaios fotográficos podem conter até 15 imagens (com ou sem
legendas).
Após a inscrição, o participante recebe uma confirmação via e-mail
com informações sobre como proceder para transferir os arquivos.
Serão levados em consideração apenas os trabalhos inscritos até o
dia 30 de abril de 2011.
Os resultados serão divulgados no portal da Deutsche Welle em
www.dw-world.de/concursogmfbrasil. Os ganhadores serão notificados
por e-mail.
Os participantes concorrem aos seguintes prêmios:
1º prêmio
Viagem com hospedagem para participar do Deutsche Welle Global Media
Forum, de 20 a 22 de junho de 2011 em Bonn, na Alemanha.
2º prêmio
Apple iPad 32 GB
3º prêmio
Apple iPod Touch 32 GB
Condições de participação
Para o concurso "Direitos Humanos no Brasil", realizado pela
Deutsche Welle em parceria com a Associação Brasileira de Televisão
Universitária (ABTU), valem as seguintes condições de participação:
O concurso é aberto a todos os estudantes matriculados em alguma das
universidades parceiras da ABTU. Menores de 18 anos podem participar
apenas com a autorização dos pais ou responsáveis, através de
documento assinado a ser anexado à inscrição.
Cada participante pode concorrer com um único trabalho. A
participação requer o preenchimento completo do formulário abaixo,
que deve ser enviado para brasil@dw-world.de.
Formulário:
Nome completo
Universidade
Curso/Semestre
Número de matrícula
Endereço completo
E-mail
Título do trabalho (mesmo nome do arquivo depositado no servidor)
Qual foi sua motivação ao participar do concurso?
Breve descrição do trabalho apresentado
Professor responsável
Os vencedores serão escolhidos entre todos os participantes válidos
que depositarem seus trabalhos no servidor do concurso até o dia 30
de abril de 2011. Os vencedores serão selecionados por um júri
especializado e notificados por e-mail até o dia 3 de junho de 2011.
Despesas com a emissão de vistos e passaportes, assim como seguro de
viagem e seguro internacional de saúde são de responsabilidade dos
contemplados, ficando inteiramente por sua conta.
Ao enviarem o formulário de inscrição, os participantes autorizam a
Deutsche Welle a publicar e divulgar sua obra, seu nome completo e
sua cidade de origem no portal da empresa e/ou nos sites de seus
parceiros, também em dispositivos móveis.
Os ganhadores não têm direito à alteração ou acréscimo aos
respectivos prêmios, tampouco à substituição dos mesmos por
pagamento em dinheiro. A Deutsche Welle se reserva o direito de
alterar ou corrigir as condições de participação. É excluída a
possibilidade de reclamação por via judicial.
06/04/2011
Bernardo diz que não haverá agência reguladora específica para
radiodifusão

O
ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, descartou a possibilidade
de criar uma agência reguladora para o setor de radiodifusão. A
afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Ciência
e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, na
manhã desta quarta-feira (6). Ao ser questionado pelo deputado
Sandro Alex (PPS-PR), o ministro disse que a regulação do setor já
foi delegada à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O
órgão regulador será orientado por um plano de fiscalização
elaborado pelo Ministério. “As sanções às empresas têm de ser
revistas; poderá ser implementado um sistema gradativo do valor da
multa”, disse.
A criação de uma agência reguladora para a radiodifusão foi cogitada
por setores do governo durante as discussões de um novo marco
regulatório, ainda em fase de elaboração. Paulo Bernardo disse que o
novo marco se centrará em modernizar a legislação defasada e em
regulamentar os artigos da Constituição que tratam da comunicação do
220 ao 223.
Sandro Alex afirmou que considera a fiscalização "pesada" para as
emissoras comerciais e "precária" para os canais educativos: “As
rádios educativas, que são muitas vezes utilizadas para fins
políticos, não são fiscalizadas”, disse o parlamentar.
O ministro informou ainda que os critérios para a outorga de
licenças para emissoras educativas estão sendo revistos pelo
ministério, que colocou em consulta pública na última sexta-feira
uma proposta de portaria para regulamentar o procedimento.
Ele acrescentou que, além do Plano Nacional de Banda Larga, os
principais projetos da pasta são promover a inclusão digital e a
implantação da TV em alta definição; elaborar um novo marco
regulatório para as comunicações eletrônicas; e implementar
infraestrutura de comunicação para a Copa das Confederações em 2013,
para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
Bernardo também afirmou que o governo pretende estimular a produção
nacional de equipamentos de tecnologia da informação e comunicações.

05/04/2011
Jornalista Flávio Alcaraz Gomes morre em Porto Alegre
O jornalista e radialista Flávio Alcaraz Gomes morreu aos 83 anos na
manhã desta terça-feira (5), em Porto Alegre. Alcaraz havia passado
por um tratamento contra pneumonia e faleceu em casa.
Considerado
um dos grandes nomes do jornalismo do Rio Grande do Sul, Alcaraz
Gomes foi diretor das rádios Guaíba e Gaúcha e correspondente
internacional da empresa jornalística Caldas Jr. Atualmente, estava
vinculado à TV Pampa, no programa Guerrilheiros da Notícia.
Ao longo de sua carreira, publicou diversos livros como Diários de
um Repórter, Transamazônica - A redescoberta do Brasil, Eu Vi!
Itinerários de um repórter e A rebelião dos jovens.
Como repórter, atuou na Copa do Mundo de 1958, na Suécia e chefiou
emissoras de rádio brasileiras no campeonato mundial de 1970, no
México. Trabalhou também na Guerra do Vietnã e como correspondente
no Oriente Médio e na Europa.
Nascido em 25 de maio de 1927, em Porto Alegre, o radialista
formou-se em Direito na UFRGS em 1949. Na década de 1970, cometeu um
homicídio e foi condenado a 10 anos de prisão.
Faça a reserva do WRTH 2011 e
pague em até
12 vezes no cartão de crédito
23/03/2011
Como funciona o Radio Data System, o popular RDS
Radio Data System, ou RDS é um protocolo padrão de comunicação para
a incorporação de pequenas quantidades de informação digital em
emissoras de rádio FM. RDS uniformiza diversos tipos de informações
transmitidas, incluindo o tempo, a identificação e informações sobre
o programa.
Radio Broadcast Data System (RBDS) é o nome oficial usado para a
versão dos EUA do RDS. As duas normas são apenas ligeiramente
diferentes.
A norma começou como um projeto da União Europeia de Radiodifusão (UER),
mas desde então se tornou um padrão internacional da International
Electrotechnical Commission (IEC).
Tanto o transporte de dados em 1.187,5 bits por segundo em uma
subportadora de 57 kHz, portanto há exatamente 48 ciclos de
subportadora durante cada bit de dados. O RBDS / subportadora RDS
foi definido para o terceiro harmônico do tom piloto de 19 kHz em FM
estéreo para minimizar a interferência e intermodulação entre o
sinal de dados, o piloto estéreo e 38 kHz DSB-SC , sinal de
diferença de estéreo. (A diferença de sinal estéreo se estende até
38 kHz + 15 kHz = 53 kHz, deixando 4 kHz para a lateral inferior do
sinal RDS).
Os dados são enviados com correção de erros. O SDR define muitas
características incluindo como privada (em casa) ou outros elementos
indefinidos podem ser "empacotados" em grupos de programas não
utilizados.
O Desenvolvimento do RDS foi inspirado por -Autofahrer
Rundfunk-Informationssystem (IRA) na Alemanha pelo Institut für
Rundfunktechnik (TRI) e a fabricante de rádios Blaupunkt, que usou
uma subportadora de 57 kHz para indicar a presença de informações de
trânsito em estações de rádio FM.
O Comitê Técnico da UER lançou um projeto na sua reunião de Paris de
1974, para desenvolver uma tecnologia com finalidades semelhantes às
IRA, mas que era mais flexível e que permitiam a resintonia de um
receptor, onde uma rede de transmissão do programa de rádio
transmitido em um mesmo número de diferentes freqüências. O sistema
de modulação foi baseado na utilização de um sistema de paginação, e
da banda sueca de codificação era um projeto novo, desenvolvido
principalmente pela British Broadcasting Corporation (BBC) e o IRT.
A UER emitiu a especificação RDS em 1984.
Melhorias na funcionalidade de frequências alternativas foram
adicionadas à norma e que foi posteriormente publicado como um
Comité Europeu de Normalização Electrotécnica (CENELEC) padrão em
1990.
Em 1992, nos EUA, A National Radio Systems Committee emitiu a versão
norte-americana do padrão RDS, chamado Radio Broadcast Data System.
A norma CENELEC foi atualizada em 1992 com a adição de Traffic
Message Channel e em 1998 com aplicativos Open Data e, em 2000, RDS
foi publicado no mundo inteiro como IEC 62106 padrão.
Conteúdo e implementação: OS campos seguintes informações são
normalmente incluídas nos dados RDS:
AF (Alternate frequencies) - permite sintonizar um receptor de rádio
de forma automática e é especialmente usado nos rádios dos
automóveis. O utilizador/usuário não necessita procurar a freqüência
da estação sintonizada, pois o aparelho escolhe o emissor com sinal
mais forte.
PS (Programme service)- Permite visualizar no display do receptor um
texto de até 8 caracteres. Normalmente as rádios utilizam o PS para
mostrar o nome da estação e informações sobre a música ou o programa
que está sendo transmitido. A maioria dos receptores dispõe de PS.
RT (Radio Text)- Permite visualizar no display do receptor um texto
de até 64 caracteres que poderá ser estático (por exemplo, "slogans"
da estação), ou dinâmico (exemplo: o artista e a música que está a
ser transmitida na rádio). Normalmente as rádios utilizam o RT para
mostrar informações sobre o trânsito e notícias em geral. Apenas os
modelos mais avançados de receptores são capazes de mostrar as
mensagens de RT.
CT (Clock Time) - Pode sincronizar um relógio digital de um receptor
de rádio.
EON (Enhanced Other Networks) - Permite ao receptor detectar
informações de trânsito.
PI (Programme Identification) - Código único que identifica a
emissora.
PTY (Programme Type) - Este código define até 31 tipos de programa,
e.g., (p/ Europa) PTY=1 - Notícias, PTY=6 - Drama, permitindo aos
usuário a procura da emissora através do gênero desejado.
REG (Regional) - Esta funcionalidade é utilizada sobretudo em países
onde as rádios nacionais apresentam programas regionais em alguns
emissores. Ao ligar esta opção, o receptor de rádio sintoniza os
emissores com programação regional sempre que se encontre dentro do
raio de cobertura dos mesmos, em detrimento dos emissores que
apresentam a emissão nacional.

Fig. 1. visor do rádio quando não há dados RDS disponível .

Fig. 2. visor do rádio mostrando o nome PS (programação) de campo. .
Exemplo: Rádio de texto, mostrando o nome e o artista da música que
está sendo transmitido, existe a rolagem de linha de fundo para
revelar o restante do texto. Mensagens de rolagem e Programa de
Serviço são ilegais no Reino Unido e expressamente proibida pelas
normas RDS para todos os países por causa do potencial de distrairem
os motoristas na estrada e causando problemas com memória armazenada
do receptor. Mensagens de rolagem são, no entanto, amplamente
utilizado na Europa continental e são comuns nos Estados Unidos e
inclusive em algumas rádios do Brasil, com destaque para emissoras
de São Paulo.
A subportadora de RDS para o uso de controle de potência de pico
está em desenvolvimento na Austrália desde o início de 2000. A ETSA
no Sul da Austrália e Saab Systems , uma empresa sul-australiana,
foi o pioneiro da idéia após o engenheiro Saab Trent Ryan
desenvolver a idéia no final de 1999.
RDS chipsets Companies
Como ST Microelectronics, a Silicon Labs, em Austin, Texas, e NXP
Semiconductors (antiga Philips) oferecem soluções de chip único que
são encontradas nesses aparelhos. A Silicon Labs suporta PS, RT, PTY,
TMC, e todos os outros tipos de RDS em um único chip 3x3 milímetros
e sua finalidade é o uso portátil (como celulares e leitores de
MP3). NXP também tem soluções neste campo, e tem alguns chips
automotivos.
No Brasil, o RDS foi normatizado pela ANATEL conforme RESOLUÇÃO N.º
349, DE 25 DE SETEMBRO DE 2003 publicada no diário oficial em
06/10/2003. Nesta resolução, as emissoras DEVEM comunicar a ANATEL
que estão transmitindo dados por subportadora e informar o
respectivo código PI.
Por Diórgenes Lopes - 23/março/2011
diorgenes@tudoradio.com
Diórgenes Lopes é técnico em eletrônica e estudante de engenharia
elétrica. No mercado Lopes trabalha na Rede Globo de Televisão de
São Paulo como técnico de projetos e manutenção. Em rádio já teve
passagens pela antiga Rádio Oito de Setembro, de Descalvado de São
Paulo como Operador de áudio. Participou também de projetos na area
de RF da Regional FM, de Descalvado – SP